O dia 13 de março ficou marcado na memória dos moradores de Suzano e do Alto Tietê. Naquela manhã, há exatamente um mês, dois jovens entraram armados na Escola Estadual Professor Raul Brasil e mataram a tiros e golpes de machado cinco estudantes e duas funcionárias. Os atiradores também mataram um dos familiares, antes de entrarem na escola. Outros 11 estudantes ficaram feridos.
Devido ao acontecimento, a aulas foram suspensas por 12 dias. Passado esse tempo, a escola recebeu os alunos com atividades artísticas e rodas de conversas. Já no dia 25, a escola recebeu novamente os alunos com atividades de materiais pedagógicos e psicológicos. Atualmente, a escola está recebendo os alunos, porém voltando com as atividades escolares gradativamente.
Desde do dia do ocorrido, diversas reuniões e encontros estavam sendo realizados em torno da segurança das escolas. Tudo começou em uma coletiva com o secretário de Estado da Educação, Rossiele Soares Silva, e o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PR), que estiveram falando de formas de segurança, como "botões do pânico'' e sistemas de câmeras integradas.
Em 15 de março, um adolescente de 17 anos, suspeito de participar do plano que resultou nos assassinatos, começou a ser ouvido. Em seguida, a Polícia Civil apontou o menor como mentor intelectual das mortes. O jovem foi apreendido e está em uma unidade da Fundação Casa. Porém, ao longo das investigações, a polícia conseguiu localizar três suspeitos de terem vendido a arma para um dos adolescentes.
Hoje, haverá o evento "Suzano pela Paz", no Parque Max Feffer. A ação contará com apresentações de artistas, áreas destinadas às crianças e pontos de gastronomia, como forma de homenagear as vítimas. (N.T.)
*Texto supervisionado pelo editor.