A comemoração da semana de Conscientização Mundial da Epilepsia traz reflexões sobre uma doença que atinge cerca de 50 milhões de pessoas no mundo todo. Infelizmente, muitos que têm amigos ou familiares que possuem a doença não sabem como ajudar nos momentos das crises epilépticas. O Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia é oficialmente celebrado no dia 26 de março.
O neurocirurgião e subespecialista em cirurgia de epilepsia e tumores cerebrais, Luiz Cetl, de 44 anos, explicou à reportagem que os principais sintomas da doença dependem das partes afetadas no cérebro. Logo, eles podem aparecer desde as formas consideradas mais comuns, como quedas no chão, movimentos constantes do corpo, em forma de espasmos, e a perda consciência.
De acordo com o doutor, as causas também são diversas. "Em 75% dos casos, os sintomas começam já na infância, mas as pessoas também podem desenvolver a doença ao longo da vida. Em relação aos motivos que causam a epilepsia, 50% dos quadros não são identificados, mas os neurologistas conseguem reconhecer traumas ou tumores cerebrais que podem ocasionar a doença", explicou. "É importante lembrar também que as crises são autolimitadas. Possuem início, a duração de segundos ou minutos, e recuperação", detalhou.
Recomendações
Para quem tem amigos ou familiares que sofrem de epilepsia, as principais recomendações são: afastar objetos que possam machucá-lo, não tentar colocar nada na boca da pessoa durante a crise (como pano, para impedir que a língua enrole) e deixá-lo em posição lateral - para minimizar os risco de o paciente não conseguir engolir o excesso de saliva, o que pode resultar no entupimento das vias aéreas.
Em poucos casos é possível que não haja recuperação rápida e a pessoa tenha crises seguidas. Essa ocasião é chamada de 'estado de mal epilético' e se enquadra em uma emergência médica. Nos quadros desse tipo, o paciente deve ser levado imediatamente para um pronto-socorro.
*Texto supervisionado pelo editor.