Compartilhe
Com o plenário da Câmara de Vereadores de Itaquaquecetuba tomada por manifestantes, tanto a favor quanto contra, a denúncia que acusava o prefeito da cidade Mamoru Nakashima (PSDB) foi arquivada, em votação apertada. O placar terminou com nove votos favoráveis e nove contrários. Para o acolhimento da denúncia e abertura de uma Comissão Processante (CP), que investigaria o chefe do Executivo, era necessária a maioria absoluta dos parlamentares, ou seja, dez votos.
A acusação partiu do vereador Armando Tavares dos Santos Neto (Patriota), que protocolou um documento abordando possíveis irregularidades cometidas pelo administrador em contratos com empresas de transporte público no final de 2018. No início da sessão, o parlamentar disse que o que está acontecendo na cidade é um descaso. Ele ainda negou que o pedido para a criação da CP tenha a ver com rivalidade política. "Estamos falando de crime e não de política, essa denúncia é sobre um crime de um processo baseado na lei", ressaltou.
Porém, com o revés sofrido, ao final da votação, o parlamentar confirmou que está frustrado e muito decepcionado. "Tínhamos esperança, mas infelizmente não foi aprovado, a base aliada está com o prefeito e fica a sensação frustrante", concluiu.
Vereadores da base do governo, que votaram contrários à criação da CP, disseram que a câmara agiu corretamente ao arquivar a denúncia. Celso Heraldo dos Reis (PSDB), completou dizendo que uma situação como essa (abertura de um pedido de cassação do prefeito) acaba atrapalhando o andamento da cidade. "Temos muito trabalho para fazer, outras coisas importantes. Além disso, essa votação é um processo político, pura politicagem", disse o tucano.
O presidente da Casa de Leis, Edson Rodrigues (Podemos), o Edson do Paiol, também repercutiu sobre a votação e ressaltou a democracia do Brasil e que foi feito a vontade dos parlamentares. Sobre acatar possíveis novas denúncias, Edson do Paiol foi claro e afirmou que todas as demandas serão expostas e discutidas entre os legisladores.
Manifestações
O plenário da câmara foi palco para uma multidão de moradores que foram até a Casa de Leis para se manifestar. Acusações e gritos de ordem puderam ser ouvidos ao longo de todo a sessão. Com a rejeição da denúncia, simpatizantes da atual gestão comemoraram a decisão. Entretanto, alguns parlamentares afirmaram que muitos dos apoiadores do prefeito são funcionários do Executivo que deveriam estar trabalhando no momento. "Vai gerar repercussão, com certeza. Vamos apurar sim o fato de funcionários da prefeitura, em horário de trabalho, estarem aqui na câmara", finalizou o vereador Armando Tavares.
*Texto supervisionado pelo editor.
Polícia
Mulher morre após ser esfaqueada pelo companheiro em Arujá
Cidades
Carreta da Mamografia segue em Poá até o próximo sábado (20)
Cidades
Semae fará manutenção de válvulas na rede nesta quarta (17)
Cidades
Câmara de Mogi inclui corrida feminina "EuSouUmaDiva" no calendário oficial
Cidades
André do Prado lança pré-candidatura ao Senado com apoio maciço de lideranças