Ao que parece, a tragédia que ocorreu no começo do ano no alojamento do Flamengo, no Rio de Janeiro, quando dez meninos morreram após um incêndio, começa a trazer efeitos para a região. O União Futebol Clube, um dos mais tradicionais de Mogi das Cruzes, recebeu anteontem a visita de uma equipe técnica da Vigilância Sanitária para checar o alojamento do time a partir de uma denúncia anônima que o órgão teria recebido.
A princípio, a denúncia dizia que os jovens jogadores do clube estariam passando fome e comendo comida estragada. Posteriormente à analise da reclamação, a vigilância não encontrou indícios que comprovassem as afirmações. Apesar disso, o órgão fez uma série de exigências ao clube, como a apresentação do cardápio nutricional mensal dos atletas, assinado por um nutricionista responsável e um exame às cozinheiras.
De acordo com o presidente do clube, Osmar Novais, essa denúncia anônima foi feita por alguém do grupo de oposição à sua gestão, que ele classifica como "vagabundos e desocupados". "Desde que mudei o estatuto (do clube) e tirei esses vagabundos de dentro do União, eu virei uma vidraça. Como eles não têm nada para fazer, ficam me perturbando", afirmou.
Sobre a acusação de que os meninos estariam sendo maltratados, ele foi contundente na negação. "Nada foi constatado e então começaram a procurar pelo em ovo. As informações passadas são infundadas, apenas para conturbar o trabalho que está sendo feito", lamentou.
Para Novais, o União nunca teve um alojamento tão completo como o que possui atualmente. "Hoje temos sala de TV, almoxarifado com três cozinheiras, duas banheiras de hidromassagem. Além disso, o gerente de futebol faz questão de comprar comida todos os dias", justificou o presidente, que foi reeleito neste ano.
A vigilância alegou que no alojamento, que abriga 30 jovens, não foram encontrados problemas estruturais, mas que fez recomendações sobre o cardápio dos atletas e sobre a documentação da empresa, que devem ser apresentados na segunda-feira. Além disso, o órgão destacou que não foi necessária interdição do prédio.
* Texto supervisionado pelo editor.