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Depois de visitar a barragem de água de Taiaçupeba, o vereador Diego de Amorim Martins (MDB), o Diegão, deu início, na manhã de ontem, às visitas nas mineradoras de Mogi das Cruzes, com o objetivo de verificar o funcionamento delas, bem como a segurança para a população e seus impactos no meio ambiente.
Como Mogi das Cruzes possui, ao menos, três mineradoras (Mineração Horii, Barragem de Sedimentos da Pedreira Itapeti da Embu S.A. Engenharia e Comércio e a Itaquareia), o vereador esteve na Empresa de Mineração Horii Ltda, no bairro do Pindorama. Lá, ele foi recebido pelo diretor Hissao Horii, que forneceu diversas informações sobre a extração, beneficiamento e depósito de rejeitos.
"Nossa mineradora existe há uns 50 anos e está tudo ok. Também nos cadastramos no Cadastro Nacional de Barragens de Mineração, no entanto, quando o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) vistoriou aqui preferiu nos classificar como 'pilha de rejeitos', que é o que somos, na verdade", informou Horii.
O empresário esclareceu que nada é despejado na represa de Taiaçupeba, que fica próxima à mineradora, e que não pode, pela lei de proteção aos mananciais, enterrar resíduos sólidos e nem dar destinação final aos rejeitos no próprio local. Por isso, contratou uma empresa especializada para levar as sobras para um aterro em Cajati.
"O caulim que extraímos é por volta de 15% a 20%; a areia é cerca de 55%, que nós, aliás, também vendemos para depósitos de construção, e o restante é material de rejeito. Porém, praticamente tudo nós vendemos", explicou Horii.
O empresário comentou ainda que o resíduo de caulim, possível de ser vendido, tem sido empregado com sucesso em misturas de concreto, para aumentar a durabilidade do material e reforçar as estruturas de obras e prédios, por exemplo.
Diegão constatou que o processo de retirada do minério utiliza pouca água no referido trecho e que, caso haja uma queda de barreira, esta cairia diretamente para dentro da própria cavidade e não para fora dela. A mineradora também utiliza água de um lago e de reúso, que fica dentro da área, não tendo ligação com a represa de Taiaçupeba.
"Fiquei satisfeito com as explicações. Eles têm, inclusive, um minilaboratório para analisar amostras do produto. Trata-se de uma empresa que está seguindo as normas de segurança na cidade, vendendo praticamente 100% do seu material", avaliou o vereador, que na próxima quinta-feira visitará a Pedreira da Embu no Itapeti.
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