A Prefeitura de Suzano deve entrar nesta semana com ação na Justiça para pedir o reembolso de todos os valores aos candidatos lesados e indenização por danos morais, com o objetivo de reparar os danos causados aos 600 candidatos que realizaram exames médicos para uma suposta contratação de mão de obra para os Estados Unidos e Portugal.
"Aproximadamente cem pessoas que se sentiram prejudicadas receberam orientações dos técnicos da administração municipal e foram cadastradas. Todas têm interesse em mover a ação, juntamente com o Executivo", informou ontem a prefeitura por meio de nota.
Na época, os candidatos a vagas de emprego em Suzano receberam a proposta da empresa Midas Incorporadora para trabalhar com serviços de construção civil em Portugal e Estados Unidos. Foram ofertadas 600 vagas. Os candidatos realizaram um exame psicossocial com a condição de pagar R$ 180. Os concorrentes às vagas começaram a desconfiar de golpe pela demora no retorno da empresa.
Um dos responsáveis pela empresa, identificado como Willian da Silva Hardman foi preso no início de fevereiro, no bairro de Santo Amaro, na zona sul da capital. Hardman e os demais representantes estão sendo investigados por estelionato.
Questionado pela reportagem uma semana antes da prisão, em relação à demora na contratação dos candidatos, Hardman havia afirmado que os candidatos deveriam "manter a calma, pois os procedimentos de visto de trabalho para o exterior eram complicados e burocráticos".
Após a denúncia, a Polícia Militar encontrou mais de R$ 15 mil em um agência de empregos falsa, localizada em Santo Amaro. No local foram encontrados cerca de 140 pessoas esperando para realizar os pagamentos e mais de 90 que aguardavam os supostos exames.
Além do dinheiro, a polícia apreendeu diversos documentos e fichas de avaliação psicológica. Hardman já possui passagem pela polícia e tinha um mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte por estelionato.
*Texto supervisionado pelo editor.