Uma reunião marcada para às 10 horas de hoje será mais uma etapa no caso das 320 famílias que estão morando de forma irregular e em situação de risco na área da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), na Vila Nova Jundiapeba, no distrito de Jundiapeba. No encontro de representantes das partes envolvidas, deve ser discutido, entre outros assuntos, a aprovação do projeto do vereador Rodrigo Valverde (PT) que propõe a realocação gradativa das famílias para imóveis dos programas sociais do governo.
De acordo com o vereador, o projeto pede que 10% de todas as moradias novas dos programas sociais como o Minha Casa Minha Vida, sejam destinadas à essas famílias que estão morando nas dependências da CTEEP. Além disso, os moradores que vivem embaixo das linhas de transmissão de energia seriam cadastrados em um sistema para haver o controle do número de pessoas que precisam ser realocadas. À CTEEP caberia a demolição das casas e o preparo do solo onde seriam plantados hortifrútis pelos próprios moradores. Aos mais de mil moradores, caberia o comprometimento via contrato de que a área ocupada não expandiria, ou seja, não haveria novas ocupações.
Porém, Valverde antecipou que, por meio de informações de bastidores, o projeto não foi aprovado e que a reunião de hoje trataria apenas da confirmação do posicionamento da CTEEP. "O projeto contemplaria os interesses das partes. Os moradores que teriam tranquilidade para sair da área irregular com a certeza que já teriam moradia e a empresa que teria o compromisso das famílias de que não ocorreriam novas invasões", completou o vereador. Segundo ele, estaria marcada para a próxima segunda-feira uma reunião com os moradores da área em Jundiapeba para que seja organizada uma manifestação.
A CTEEP afirmou que está sendo realizado em conjunto com a Prefeitura de Mogi das Cruzes um trabalho buscando a desocupação voluntária da área pelos ocupantes. Este trabalho inclui integrações com as secretarias de Habitação e Agricultura e previnem a possibilidade de nova reintegração. As ações tomadas buscam a proteção da população que ocupa a área, visto que se trata de um risco por se tratar de eletricidade de alta voltagem. Até o fechamento desta edição, a reportagem não obteve resposta da prefeitura da cidade.
* Texto supervisionado pelo editor.