Por falta de estrutura e manutenção, moradores do bairro do Serrote enfrentam dificuldades para se locomoverem pela estrada da Lagoinha, em Salesópolis. Em dias de chuva, a situação fica ainda pior, fazendo com que veículos fiquem atolados na lama e os transportes públicos sigam por caminhos alternativos, não utilizando mais a estrada.
A moradora Valquiria de Siqueira, 47 anos, vendedora de iogurte natural, se mudou para o bairro há 17 anos e alega que a situação da via sempre foi precária. Segundo ela, as vans escolares não passam mais por lá, e sim pelo ponto que fica à frente, o que gera mais trabalho para as crianças e preocupação para os pais. "O meu filho precisa descer o morro para pegar a van e eu sempre fico com muito medo de deixar ele ir sozinho. Na volta da escola, o dia já escureceu e eu preciso descer todo o morro para buscar ele também, porque a van não passa na estrada e de noite é muito perigoso", disse. No momento da entrevista, ela revelou que dois transportes escolares estavam atolados na estrada.
Valquiria também contou que, além dela, outros moradores já fizeram reclamações aos vereadores e à prefeitura, mas nenhuma medida foi tomada para resolver o problema. A vendedora também reclamou sobre as quedas de energia. "Saímos prejudicados pela falta energia que ocorre com frequência aqui no bairro, porque perdemos muitos alimentos por falta de refrigeração. Nós nos sentimos abandonados, ninguém dá ouvidos aos nossos problemas", disse ela.
Ontem, durante a reunião do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) (ver mais na página 3), realizada pelos deputados federais e estaduais da região, o prefeito de Salesópolis, Vanderlon Oliveira Gomes (PR), disse que o reparo desta e de outras estradas terá início logo após o encerramento do período de chuva.
Recolhimento de lixo
Além dos problemas da falta de manutenção das estradas, outra questão a ser resolvida em Salesópolis é em relação à demora para o recolhimento de lixo doméstico. O prefeito afirmou, ainda durante a reunião do Condemat, que os caminhões que fazem a coleta são antigos e têm falhas de manutenção constantes. Além disso, o chefe do Executivo alegou que abriu um processo administrativo para terceirizar o serviço. "É um problema regional que várias cidades estão passando, justamente pela falta de recursos para a aquisição de melhores equipamentos. Por isso, nós iremos terceirizar o serviço", adiantou.
* Texto supervisionado pelo editor.