Mogi das Cruzes irá arrecadar em janeiro 8,3% a mais nos impostos do que o acumulado no mesmo período do ano passado. O município já arrecadou mais de R$ 45.189.000. Em 2018, o total de arrecadação foi de R$ 41.393.889,97. Ao ser calculado em frações per capita, a cidade recebeu R$ 105 por habitante, valor maior que apresentado em 2018, de R$ 98.
Esse aumento no recolhimento dos impostos representa melhoria na economia, de acordo com o professor de Administração e Ciências Contábeis na Faculdade Piaget, de Suzano, José Marcos de Oliveira Carvalho. O especialista explica que o novo cenário de melhoria no setor econômico faz com que a tendência seja a elevação da arrecadação de impostos. "Mas não significa que os impostos irão aumentar, e sim que as pessoas estão comprando mais, a taxa de desemprego está diminuindo e que a região está recebendo mais investimentos. E isso é bom", explicou.
A expansão dos tributos também apresenta melhora do Produto Interno Bruto (PIB), como alegado por Carvalho. "A estimativa do mercado na elevação do PIB é expressivo para este ano - que poderá passar de 1,3% para 2,5% -, e isso significa bilhões injetados na economia nacional. Outra ponto importante, para a melhoria do setor, será a reforma da Previdência, pois dará um fôlego para os cofres públicos, que hoje arcam com pagamentos de aposentadoria e de servidores públicos", analisou.
De acordo com o governo, o mercado elevou à previsão de crescimento do PIB brasileiro neste ano. O Banco Central divulgou no Boletim Focus, na última segunda-feira, a estimativa do mercado em 2,5%. Em dezembro de 2018, a previsão era de 1,3%. O professor ressaltou que um ponto de aumento no PIB significa bilhões para o país, o que expressa expectativas positivas para a economia.
O educador esclareceu ainda que essa melhoria não será imediata, mas trará um ambiente positivo para o setor; consequentemente, atraindo investimentos. "A linha de simplificação nas regras tributárias propostas pelo Bolsonaro deixará os textos com melhor compreensão para o cidadão e para o investidor", complementou, alegando que a proposta do presidente diminuirá a burocracia.
Ele também avaliou as primeiras ações do governo Bolsonaro para a economia, e considerou que foram assertivas para o setor. "Acredito que são boas, tanto as da reforma da previdência quanto as da reforma tributária. Ele [presidente] está desburocratizando muitas áreas, e isso se dá pela linha liberal que ele traz para o governo: mais interferência do privado é melhor do que ter uma política econômica de estatização", analisou, expondo ainda a Venezuela como exemplo, atribuindo a economia fechada do governo venezuelano ao atual colapso econômico do país.
*Texto supervisionado pelo editor.