Para Lino, financiamento em dólar preocupa, já que afetará orçamento; Cunha quer revitalização sustentável
 
Os vereadores Caio Cunha (PV) e Antonio Lino (PSD) disseram em entrevista ao Mogi News que muito embora o projeto Mogi Mais Ecotietê seja interessante e atrativo, eles esperam que seja efetivo na prática. O projeto, que tem custo total previsto de R$ 365 milhões, visa trazer investimentos nas áreas socioambiental, mobilidade urbana e saneamento básico para a região leste de Mogi das Cruzes. 
Cunha afirmou que espera que o projeto não seja apenas mais um programa da cidade com nome bonito. “O que esperamos, de fato, é que a cidade cresça e se desenvolva de maneira sustentável”, apontou, completando, ainda, que precisa entender como o projeto funcionará realmente.
Já o peessedebista apontou os riscos financeiros do projeto. “Por conta do financiamento ser em dólar, nunca sabemos como o valor de pagamento ficará. Se a moeda americana cair, ficaremos em grande vantagem, agora, se o dólar continuar subindo, teremos um custo maior para pagar”, argumentou, muito embora, em sua declaração, acredite que o município tenha forças para arcar com a dívida, apesar das dificuldades.

O prefeito Marcus Melo (PSDB) explicou sobre o caminho que o projeto leva para ser aprovado. “Existe uma pontuação, na Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) para a área do meio ambiente, uma para tecnologia, desenvolvimento e para a própria mobilidade, então, com tudo isso o projeto precisa ser apresentado ao Cofiex e ao Banco do Povo de Desenvolvimento da América Latina (CAF)”, disse. O prefeito disse que o programa foi previamente aprovado em setembro e que agora virão outras fases, como na Câmara e no Senado, para permitir que o município receba esse financiamento.

Lino também comentou sobre os impactos das obras de saneamento básico, um dos eixos do programa. “O bairro da Vila Oliveira vai ser um dos mais afetados, por conta da canalização do Córrego Lavapés, que conduzirá o esgoto para tratamento na região de Cezar de Souza”, disse. O vereador ainda citou sobre o alto valor do investimento. “É um choque quando convertemos US$ 70 milhões; são mais de R$ 360 milhões. É um montante que o município nunca investiu”, completou. Ele ainda apostou em um período para a entrega do projeto. “Estamos falando dessas obras hoje, mais se tudo der certo, vamos finalizá-lo em três ou quatro anos”, arriscou.

Melo justificou o alto valor. “Essa ordem de financiamento se faz necessária por conta do tipo de obra; investimento de infraestrutura e benefício que vem a médio prazo”, fundamentou, esclarecendo ainda que o poder público irá fazer projetos definitivos para poder licenciar e depois licitar as obras. A prefeitura ainda não informou qual o prazo para a entrega das obras do projeto Mogi Mais Ecotietê. (N.F.)