O prefeito Marcus Melo (PSDB) explicou sobre o caminho que o projeto leva para ser aprovado. “Existe uma pontuação, na Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) para a área do meio ambiente, uma para tecnologia, desenvolvimento e para a própria mobilidade, então, com tudo isso o projeto precisa ser apresentado ao Cofiex e ao Banco do Povo de Desenvolvimento da América Latina (CAF)”, disse. O prefeito disse que o programa foi previamente aprovado em setembro e que agora virão outras fases, como na Câmara e no Senado, para permitir que o município receba esse financiamento.
Lino também comentou sobre os impactos das obras de saneamento básico, um dos eixos do programa. “O bairro da Vila Oliveira vai ser um dos mais afetados, por conta da canalização do Córrego Lavapés, que conduzirá o esgoto para tratamento na região de Cezar de Souza”, disse. O vereador ainda citou sobre o alto valor do investimento. “É um choque quando convertemos US$ 70 milhões; são mais de R$ 360 milhões. É um montante que o município nunca investiu”, completou. Ele ainda apostou em um período para a entrega do projeto. “Estamos falando dessas obras hoje, mais se tudo der certo, vamos finalizá-lo em três ou quatro anos”, arriscou.
Melo justificou o alto valor. “Essa ordem de financiamento se faz necessária por conta do tipo de obra; investimento de infraestrutura e benefício que vem a médio prazo”, fundamentou, esclarecendo ainda que o poder público irá fazer projetos definitivos para poder licenciar e depois licitar as obras. A prefeitura ainda não informou qual o prazo para a entrega das obras do projeto Mogi Mais Ecotietê. (N.F.)