A falta de abrigos em pontos de ônibus da cidade ainda é uma reclamação dos passageiros que utilizam o transporte coletivo. Apesar de a prefeitura implantar os equipamentos, o vandalismo acaba prejudicando quem precisa aguardar o transporte. A reportagem esteve ontem nas ruas da cidade para verificar a situação dos pontos. Na maioria dos locais, os abrigos são novos e conservados, com assentos para os usuários, no entanto, em alguns a estrutura está quebrada, e em outros locais, há apenas o abrigo, sem os bancos.
Em passagem pela avenida Shozo Sakai, no Conjunto Residencial do Bosque, aposentados sofrem com as estruturas precárias. Segundo Maria Morais Nascimento, de 64 anos, os idosos são os mais prejudicados com situação. "A prefeitura sempre vem arrumar, mas logo os vândalos quebram de novo, é muito ruim, principalmente, para quem é de idade já", contou a pensionista. Ela, que está operada de uma cirurgia, não consegue ficar muito tempo em pé. "Algumas pessoas não têm noção, é para todos usarem e acabam quebrando", ressaltou. A aposentada Maria das Dores de Oliveira, 78, também apontou que "os pontos são todos quebrados". 
Na rua Brigadeiro Newton Braga, no Jardim Aeroporto III, o aposentado José de Faria Pereira, 65, aguardava o ônibus sentado apenas em uma barra de ferro, que seria o apoio do assento. "Mesmo a prefeitura arrumando, o pessoal vem aqui e quebra tudo, é muito difícil", disse. Para a do lar Maria Cardador, 68, os pais com crianças pequenas e idosos passam mais dificuldades. "Acho uma desordem isso, mas a culpa não é da prefeitura, porque eles arrumam. O problema é o pessoal que destrói tudo. Com isso, temos de ficar em pé, e, às vezes, o ônibus demora para passar", explicou.
Já na rua Ipiranga, na região central, há vários pontos de ônibus sem abrigos. Passageiros estavam apoiados nos muros dos comércios enquanto esperavam o transporte. "Eu moro no Novo Horizonte, lá também é assim, mas acho que no centro da cidade deveriam colocar abrigo. Os ônibus demoram e tinham que prezar pela segurança do passageiro, que fica no sol e na chuva", disse o porteiro Luis Carlos Pacheco Barbosa, 61.
Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, a melhoria dos abrigos e instalação de novas estruturas nos pontos de ônibus estão em andamento em toda a cidade. No ano passado, a administração implantou 47 abrigos em pontos definidos por estudos técnicos realizados pela pasta. Esse número compreende a 50% dos equipamentos previstos para serem instalados no município, já que, ao todo, serão cem abrigos a serem implantados. A metade foi instalada nos distritos de Cezar de Souza, Jundiapeba, Taiaçupeba e nos bairros Ponte Grande, Jardim Rodeio, Vila Industrial, Vila Nova Mogilar, Vila Brasileira, Alto do Ipiranga, Jardim Universo e Jardim Esperança.
De acordo com a secretaria, a avenida Japão, por exemplo, está recebendo quatro novos abrigos. Além disso, equipes da SMT monitoram as condições das estruturas existentes e, quando detectados problemas relativos a danos ou vandalismo, a manutenção é solicitada. Somente no ano passado, 113 abrigos passaram por este tipo de trabalho. Os locais apontados pela reportagem serão vistoriados pela SMT para avaliação e planejamento de ações de melhoria.