Durante os mais de 30 minutos das fortes chuvas da última terça-feira, o piscinão do Parque Santana chegou ao seu limite. Foram mais de 90 milhões de litros de água que ficaram retidos no local, amenizando o impacto dos temporais na cidade. Durante a última tempestade, Mogi das Cruzes registrou de dez a 15 pontos de alagamentos, de acordo com o secretário municipal de Segurança, Paulo Roberto Madureira Sales. 
Ainda segundo o secretário Sales, o temporal foi oito vezes mais forte do que o previsto para o período. A previsão para a última terça-feira era de 5 mm de chuvas, porém, foi registrado 40 mm de índice pluviométrico no dia. As áreas mais afetadas foram a Vila Oliveira, Alto do Ipiranga, Vila Rubens, o distrito de Jundiapeba; e no Mogi Moderno, a avenida Pedro Machado. Na região central da cidade, a avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco, conhecida como avenida dos Bancos, foi a mais prejudicada.
Apesar da intensidade das chuvas, o secretário destacou o bom funcionamento do piscinão da cidade. "Podemos afirmar, com certeza, que se o piscinão não estivesse funcionando perfeitamente, os danos à cidade seriam maiores. O reservatório chegou ao seu limite máximo, e evitou mais prejuízos", afirmou Sales.
De acordo com o secretário, caíram 15 árvores em toda a cidade. A maior delas estava localizada próximo à escola Senai e tinha aproximadamente um metro de diâmetro em sua base.
Com o índice pluviométrico oito vezes maior do que o esperado para o dia, Sales afirmou que a Operação Verão vem funcionando muito bem, minimizando os estragos causados pelas chuvas de começo de fim de ano. A ação começou no dia 1º de dezembro de 2018 e segue até 31 de março. "A Defesa Civil, as polícias Militar e Civil e o Corpo de Bombeiros e todas as entidades que compõem a Operação Verão estão trabalhando para diminuir os danos dos temporais. A operação é eficaz, sem este suporte, a situação sairia do controle", ressaltou o secretário.
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