A mãe, após relutar por alguns dias, cedeu ao apelo da filha de 15 anos para ir à balada organizada pelos coleguinhas da escola. Ao sair, ao vê-la pegar carona com uma colega, recomendou: "Divirta-se, mas tenha juízo!" Ela, com ironia, respondeu: "Oh mãe, uma coisa ou outra!"
Desde o final da II Guerra Mundial os pais perderam a batalha de exercer a autoridade sobre os filhos, abriu-se um abismo de rebeldia que desdenhou da hierarquia familiar, levantaram uma bandeira de duvidosa liberdade que rompeu com a moral cristã. O paraíso de lares edificados, naquela época, nos princípios bíblicos aprendidos nas igrejas, abrigaram, então, gravidez indesejada, dependentes químicos e portadores de doenças sexualmente transmissíveis, causando discórdia e grandes prejuízos financeiros às famílias.
O Festival Woodstock, na cidade de Bethel, no Estado de Nova York, em agosto de 1969, assinalou a grande corrida do Mal sem censura, sem limites e sem placas de advertência no final da pista da vida, despencando muitos desses jovens no grande abismo da morte eterna.
Depois de uma idade os jovens começam a usar o "não" como instrumento de rebeldia aos valores cristãos recebidos dos pais e da igreja. Jesus nos aconselha em nosso linguajar cotidiano: "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não. Porque o que passa disto é de procedência maligna" Mateus 5: 37.
Resumindo: O "sim" para o bem e o "não" para o mal. Se assim procedermos a nossa verdade não será dúbia, porém absoluta; não será uma verdade de muitas verdades, chamada de relativa. O meu "não" talvez não seja agradável, mas será respeitado por ser convicto; o meu "sim" terá valor por ter sido bem avaliado.
Já ouvimos muitas vezes essa frase sem significado como meio de se safar de responsabilidades: "nem sim, nem não, muito pelo contrário"; todas as vezes que procuramos falsear a verdade há nisso malignidade, por ser mentira. Nunca devemos usar a mentira como verdade, para não perdermos o nosso crédito perante Deus e os homens.