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A inclusão de crianças e adolescentes com deficiência em instituições de ensino pode ser um desafio. Segundo a diretora pedagógica da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Mogi das Cruzes, Ana Paula Nogaroto, o trabalho de inclusão se inicia em casa, e em conjunto com toda a comunidade escolar.
No último dia 17, o governo do Estado de São Paulo promulgou uma lei que proíbe a discriminação de crianças e adolescentes com deficiência em escolas públicas e particulares de todo o Estado. Ou seja, nenhuma escola pode se recusar a realizar a matrícula de um aluno que tenha algum tipo de deficiência.
Para Ana Paula, apesar de nem sempre obterem sucesso, as escolas estão cada vez mais preparadas para receber esses alunos. " Temos um bom respaldo de escolas municipais, e um exemplo disso é a procura de professores da rede no curso de capacitação oferecido na Apae, com o objetivo de atender melhor esses jovens", explicou. Ela completou, citando uma ex-aluna da Apae, que atualmente cursa Pedagogia. "Temos muitos exemplos de sucesso", disse.
Além do amparo educacional e pedagógico, a diretora destaca a importância da aceitação familiar. "A educação inclusiva começa com os pais. Eles têm que acreditar que o filho terá grandes oportunidades de aprendizagem. A acessibilidade não deve ser apenas arquitetônica, mas também comunicacional, metodológica e atitudinal, onde todos que fazem parte da vida daquela criança estejam envolvidos. É um processo inter e multidisciplinar".
* Texto supervisionado pelo editor.
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