As obras de revitalização do trevo do Jardim Dona Benta, em Suzano, que tiveram início na segunda-feira da semana passada não estão agradando os comerciantes. Muitos têm dúvidas se as lojas ainda ficarão movimentadas após o término da obra, já que não sabem se terão espaço para os clientes estacionarem os veículos. A reportagem esteve ontem no local para saber se a revitalização será uma solução para quem reside no bairro. O investimento total é de R$ 508 mil e prevê a conclusão ainda no primeiro semestre.
"É uma obra necessária, mas vai atrapalhar o comércio", disse o comerciante Anibal Américo Neves Junior, de 33 anos. Um dos principais aspectos citados por ele foi a questão de locais para clientes estacionarem, já que a via em frente ao comércio dele será um dos locais que receberá obra. "Para comércios específicos o movimento pode cair, principalmente na área de estacionamento", apontou. O pai dele, Anibal Américo Neves, 64, também ressaltou que a obra é necessária.
Para a caixa Thainá Borges, 23, a revitalização do trevo será um benefício para a população, mas também concorda que terá impactos no comércio. "Para a região vai ajudar bastante, mas vai cair o movimento do comércio, porque não sabemos se vai ter lugar para os clientes estacionarem, às vezes alguém precisa comprar algo rápido e para, mas não sabemos", ressaltou. Outra preocupação de Thainá é a questão de enchente. Com a chuva que caiu anteontem, as ruas do bairro ficaram alagadas. "Se eles melhorarem essa questão, vai ser bom", finalizou.
O comerciante Mustafá Kassem, 58, tem dúvidas se a obra vai resolver os problemas, principalmente a questão do trânsito. "Não creio que vai afetar o comércio, mas também não sei se vai resolver o problema do trânsito, que é bem complicado nos horários de pico", apontou. Já o comerciante Renato Lane, 38, espera que a revitalização ajude a região do bairro Dona Benta, mas afirmou que a prefeitura não esteve no local para informar sobre as obras. "Vai ajudar sim, só que ninguém avisou oficialmente que iria acontecer essas obras. A prefeitura veio e tirou os ambulantes, mas não avisou nada", levantou.
O que o Executivo
A prefeitura informou à reportagem que um contato prévio com os comerciantes foi realizado no mês de dezembro. "Inclusive, em razão deste contato, as obras foram reprogramadas: ao invés de começar em dezembro, o serviço começou em janeiro". O Executivo também destacou que "os técnicos que acompanham a obra também conversaram com os comerciantes e eles se mostraram ansiosos pela obra e seus resultados. Toda obra geral algum incômodo, mas é uma situação temporária que visa melhorias para a própria comunidade. Por isso, a estimativa é que a conclusão da obra beneficie ainda mais o comércio", destacou a administração municipal.