As vítimas de um crime de estupro podem ser atendidas nos próprios municípios de residência, como é o caso de Mogi das Cruzes, que oferece nos equipamentos de saúde todo o acompanhamento necessário. Quando uma vítima procura um determinado local, são realizados exames para verificar se há sangramentos e machucados, além de testes de HIV, hepatite e sífilis. "O primeiro atendimento pode ser feito em qualquer equipamento de saúde. Dependendo da gravidade do caso, como uma cirurgia ou atendimento ginecológico, a vítima será encaminhada para o Hospital Luzia de Pinho Melo ou para a Santa Casa", contou a secretária interina de Saúde, Rosangela Cunha.
As medicações no município são oferecidas apenas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), ou seja, qualquer UPA da cidade tem um kit de medicamentos voltado para situações de crime de estupro. Quando o kit é usado, a reposição acontece imediatamente. "Se a vítima for menor de idade é preciso apresentar um boletim de ocorrência no atendimento, mas, se for adulta não precisa. Com o atendimento na cidade evitamos o transtorno da vítima de ter que ir para longe realizar o tratamento", disse Rosangela.
Em casos de estupro de vulnerável, ou seja, envolvendo meninas menores de 14 anos, deficientes mentais ou ainda, com momentânea capacidade reduzida, é necessário o acompanhamento do Conselho Tutelar. "A divulgação do Disque 180 é de suma importância para garantir ajuda em um momento difícil, assim como fazer o boletim de ocorrência solicitando medida protetiva e exames", ressaltou a secretária da Mulher de Poá, Jerusa Reis. (L.P.)