Entre os quatro votos desfavoráveis ao aumento da tarifa do transporte público, de 9,75%, estimado durante reunião do Conselho Municipal de Transportes, Trânsito e Mobilidade Urbana (CMTTMU) na manhã de ontem, estava o da Associação Comercial. A entidade justificou que o índice é muito superior ao aplicado em outras cidades, como, por exemplo, em São Paulo, cuja tarifa está em R$ 4,30, e causará impacto negativo para empresas e usuários.
"No momento econômico que vivemos, é inviável um reajuste com esse percentual", argumentou o comerciante Roberto Assi, representante da ACMC no conselho. "Cerca de 40% das passagens são de vale-transporte, portanto, o reflexo desse reajuste será direto nos custos das empresas, as quais ainda enfrentam muitas dificuldades para superar a recente crise e para manter os negócios", acrescentou o dirigente.
A associação ainda afirma que durante a reunião propôs o valor de R$ 4,30 para a tarifa, o que corresponderia a um aumento de 4,87%, 4,88 pontos percentuais a menos que o estipulado. De acordo com estudos da entidade, esse valor é compatível com a média de aumento praticada em outras cidades e fica próximo do aumento aplicado no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Mogi. (N.F.)