A tecnologia será aliada nos próximos anos à implantação de um novo Sistema Integrado de Saúde (SIS), à criação de um Portal do Cidadão, ao sistema de QR Code nos equipamentos ligados ao setor, à informatização no Departamento de Regulação e à Telemedicina. As informações foram reveladas à reportagem pelo secretário de Saúde, Marcello Cusatis. De acordo com o chefe da pasta, este ano foi de "controle" para a saúde em Mogi das Cruzes.
O novo SIS que, de acordo com o chefe da pasta já está em trâmite de licitação, tem como objetivo a criação de um Portal do Cidadão, onde o mogiano poderá ter acesso, de qualquer computador ou aplicativo, às consultas em que esteve presente, as que faltou e em quais filas de espera está aguardando um agendamento. Já com o QR Code - um código de barras bidimensional que pode ser escaneado por aparelhos eletrônicos com câmeras, como celulares, por exemplo -, o paciente que chegar ao equipamento de saúde poderá sinalizar que está presente e aguardando a consulta.
Além disso, a prefeitura busca a informatização das especialidades. No entanto, para isso ocorrer, é preciso uma integração com a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross). "Um grande avanço será a informatização. Hoje o pedido de consulta vem por um motoboy e é preciso digitar o nome e local para depois agendar. Para facilitar o processo, precisamos ter acesso ao Cross. O órgão já sinalizou positivamente ao nosso SIS", contou Cusatis.
Em relação à Telemedicina, que é o fornecimento de informações e atenção médica ao clínico-geral em relação ao paciente, será uma realidade em Mogi. "A Telemedicina veio para ficar e vai ajudar muito um clínico-geral. Hoje, temos muitos encaminhamentos feitos pela Clínica Geral para as especialidades, às vezes, desnecessários. Então, quando o paciente passar pelo clínico, antes do profissional encaminhá-lo ao dermatologista, por exemplo, ele vai tirar uma foto da lesão do paciente, com seu próprio smartphone, e enviar ao especialista. Na mesma hora, o remetente vai sinalizar se é preciso encaminhá-lo ao dermatologista ou não, podendo até receitar uma pomada ou algum medicamento via celular. Isso vai desafogar nossos setores de especialidades, que irão trabalhar apenas com os casos realmente necessários ou mais graves.", revelou o secretário.
Apesar da crise econômica que atingiu todos os setores, incluindo a Saúde, Cusatis garante que, em contraponto, a cidade conseguiu avançar, apesar das dificuldades. "Tivemos dois grandes mutirões de Oftalmologia, que é uma demanda reprimida da cidade. Fizemos concurso para repor profissionais, não na quantidade necessária, mas avançou e tivemos projetos de leis importantes aprovados", relembrou. Um desses projetos visa transparência na divulgação de dados públicos, aprovado pela câmara. A Secretaria de Saúde tem 90 dias para regulamentar a situação. Outro projeto aprovado foi a proibição de recebimento de medicamentos que tenham prazo para consumo, no ato da entrega, inferior a 70% da validade total.