Assim como Mogi das Cruzes, a cidade de Arujá, de acordo com a prefeitura, vem sofrendo queda no número de moradores que deixam o município para trabalhar em outras cidades, o que vem tirando o aspecto de "cidade-dormitório". Já a cidade de Suzano vem lutando para perder a fama, por meio de projetos de incentivo ao empreendedorismo.
O presidente da Associação de Corretores Imobiliários de Suzano (Acoris), Adenilson Alves Bernardes, de 44 anos, contou que a cidade continua sendo local apenas para dormir para muitos munícipes. "O município não tem o número de empresas suficientes para atender a demanda de mercado de trabalho da população", afirmou. O presidente ainda apresentou o contexto histórico da situação. "Esse êxodo diminuiu na década de 1970, época que Suzano atraiu muitas empresas. Porém, de acordo com a população, a densidade populacional vai aumentando e faz com que o número de vagas de empregos diminua. Assim, é preciso buscar emprego em cidades próximas", explicou.
Bernardes ainda faz o comparativos entre as cidades vizinhas. "Diferentemente de Suzano, Mogi atraiu várias empresas, e isso faz com que a população não precise ir atrás de empregos em outras cidades. Suzano é uma cidade-dormitório, e isso só vai mudar se a administração pública conseguir atrair para Suzano novas companhias para gerar novos postos de trabalho", observou.
A Prefeitura de Suzano informou que a cidade possui um projeto de implantação de um Centro de Logística no bairro Cidade Miguel Badra, que ainda está em estudo. O espaço deverá abrigar os empreendimentos próximo aos limites de Suzano com Itaquaquecetuba e Poá, ao lado do rio Tietê e do Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas (SP-21) e deverá levar mais desenvolvimento à região norte do município.
Arujá
A Prefeitura de Arujá também se posicionou e informou que "a cidade é uma das melhores opções do Alto Tietê para a instalação de novas empresas e consequente geração de emprego e renda". A nota do poder Executivo ainda revelou que o município estruturou dois parques com toda a infraestrutura necessária ao desenvolvimento das atividades industriais. Um dos polos, margeado pela Via Dutra, sentido RJ/SP, é gerenciado pela Associação das Empresas do Centro Industrial de Arujá (Aecia). O outro, chamado Polo Industrial, margeado pela Via Dutra, sentido SP/RJ, é administrado pela Associação das Empresas do Polo Industrial de Arujá (Apia). (N.F.)