O rendimento médio dos empregados formais em Mogi das Cruzes apresentou crescimento entre os anos de 2013 e 2017, segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). No município, os maiores destaques ficaram com o setor do comércio varejista e o de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, com a média salarial registrada de R$ 1.982,70, em 2013, e de R$ 2.538,47, no ano passado.
No geral, todos os setores registraram aumento na média salarial, com exceção do segmento de construção civil, que teve queda de 1,05% entre os anos de 2016 e 2017. Para o professor de Administração de Empresas e Ciências Contábeis da Faculdade Piaget, em Suzano, José Marcos de Oliveira Carvalho, a queda no setor da construção é consequência da crise e instabilidade econômica que o país enfrentou nos últimos anos.
"O setor da construção civil é o primeiro a sentir esse tipo de impacto. Economia tem a ver com confiança; se o comprador não se sente seguro, ele não vai começar um financiamento, por exemplo", explicou o professor.
A expectativa é de que o fechamento desse ano apresente valores maiores do que no ano anterior, até mesmo no setor de construção civil. Segundo o professor, a liberação da Caixa Econômica Federal (CEF) para o resgate do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em 2018 e a eleição de um novo governo trouxeram confiança no que diz respeito à economia do país. "O setor começa a construir mais, contratar mais e a procura por mão-de-obra qualificada eleva a renda dos trabalhadores", avaliou.
No levantamento do Seade, a área que se sobressai é a da Indústria, atingindo as maiores médias entre as categorias de serviço desde 2013. Já a Agricultura e similares abrangem os valores mais baixos entre os anos analisados, encerrando 2017 com o rendimento médio na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura de R$ 1.378,02.
* Texto supervisionado pelo editor.