Os publicitários das agências de Mogi das Cruzes informam que, em razão da lei Mogi Mais Viva, a demanda de propagandas no município diminuiu e outras alternativas são solicitadas pelos clientes para dar continuidade à construção de uma melhor visibilidade e a formação da identidade dos diversos negócios que administram.
A Lei nº 6.334/2009 prevê a diminuição dos anúncios na cidade e, apesar de estarem de acordo com a medida, os profissionais solicitaram uma flexibilização da ação, em razão dos prejuízos que vêm sofrendo em seus negócios. O pedido já foi levado a uma sessão na Câmara e para avaliação do prefeito Marcus Melo. A questão foi levantada pela Comissão Especial de Vereadores (CEV), presidida pelo vereador José Francimário Vieira de Macedo (PR), o Farofa, no entanto, as mudanças ainda não ocorrerão neste ano. Segundo o Executivo, as discussões continuarão até encontrar uma solução viável a ambas as partes. 
Segundo o publicitário da GC&M, Luis Carlos Gabriel, a Lei afetou o lucro da empresa. "Nós sentimos essa mudança, e, com certeza, por diminuir a demanda de propagandas, sofremos impactos na economia. Criamos alternativas de anúncios, mas, mesmo assim, continua complicado", lamentou.
Uma das alternativas é fazer o anúncio em outras redes de comunicações. "Como as publicidades em vitrines, outdoors, panfletos, dentre outros, foram afetados, temos como alternativas os anúncios nos jornais, revistas e televisões. Lógico que depende do plano de cada comércio", complementou Gabriel.
Já o publicitário da X Propaganda, Rodolfo Nascimento, lamentou a radicalidade do processo. "Eu não sou contra a medida, mas creio que não é preciso ser radical. Essa adequação que estamos solicitando é para que as publicidades sejam permitidas em algumas datas especiais", explicou. Dentre as ocasiões citadas, a Páscoa, Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia das Crianças, Natal e Ano Novo foram elencadas como as principais.
O responsável pelo Marketing da JBiachi, Fábio Bianchi, também reforçou o pedido. "A lei é válida para o município, pois agora não há tanta poluição visual. Mas deveriam pensar também nos estímulos aos comércios na cidade e, principalmente, nas propagandas das lojas".
* Texto supervisionado pelo editor.