O Polo Digital de Mogi das Cruzes, que completou um ano de funcionamento em setembro de 2018, vem diversificando cada vez mais suas ações para promover o uso da tecnologia nas indústrias e no mercado de trabalho. Apesar do foco do programa ser as startups (atualmente são dez incubadas no local), o Polo visa também incluir crianças às atividades, a fim de integrar cada vez mais o futuro da cidade na era digital. Um exemplo desta iniciativa é o evento realizado ontem, o qual jovens da escola de ciência da computação SuperGeeks apresentaram seus projetos de conclusão de semestre. Nesta instituição, os pequenos programaram jogos e foram ao espaço, que fica no distrito de Cezar de Souza, para serem premiados por suas ideias.
O estudante da SuperGeeks de Mogi, Tales Hackenbracht, 11 anos, comentou que pretende continuar no ramo de programação futuramente. "Estou há seis meses na escola e gosto muito de tecnologia. Programar este jogo foi um pouco difícil, mas quem se esforça e concentra em um objeto sempre consegue o que deseja", afirmou Tales.
Outro estudante que foi premiado pela escola na cerimônia foi o estudante Nicolas Soares, 13 anos, que afirmou que gostaria de ter realizado mais dentro do seu jogo mas, pelo tempo, não conseguiu. Apesar disso, afirmou que o projeto ficou ótimo.
O coordenador do Polo Digital, Rodrigo Garzi, avaliou como necessária e positiva a vinda de crianças que gostam de tecnologia ao espaço. "Iniciativas como essa mostram para os jovens o quão divertido e produtivo é a tecnologia. Os pequenos são o futuro deste lugar, precisamos que eles desenvolvam suas habilidades, no maior nível possível, para que o projeto não deixe de existir. As instituições de ensino aprimoram o potencial de quem realmente vai dar continuidade a tudo isso aqui", comenta Garzi.
Indústria
Segundo o coordenador do Polo Digital, para 2019 o programa quer estreitar os laços com as indústrias para assim suprir as necessidades das empresas e das startups. "Este contato com as indústrias é fundamental. Precisamos cada vez mais estar no radar destas corporações. Elas precisam dos produtos que muitas das vezes temos disponíveis aqui, o que torna essa aproximação fundamental", concluiu Garzi.
*Texto supervisionado pelo editor