Passar horas em um ônibus viajando de uma cidade para a outra faz parte da rotina de muitas pessoas. Mensalmente, em Mogi das Cruzes, são transportados 3,28 milhões de passageiros. O município já foi considerado "cidade-dormitório", quando os moradores voltavam para a cidade após um longo dia de trabalho apenas para descansar. Hoje, de acordo com o sociólogo Afonso Pola, Mogi vive uma situação híbrida, a qual ainda há moradores que se deslocam para outros municípios para trabalhar, como Guarulhos e São Paulo, mas há mais pessoas que permanecem e trabalham no município.
A mudança, de acordo com Pola, é devido aos investimentos que a cidade vem fazendo. "No caso de Mogi, é uma cidade que tem dinâmica, tem emprego e indústrias. Hoje em dia, esse fenômeno, das pessoas morarem aqui para trabalharem em outras cidade, é menor", explicou, reforçando ainda que a tendência é de que os mogianos vivam e trabalhem no próprio município.
O delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) de Mogi, Joel Borges, afirmou que há uma parcela de migração das famílias que procuram Mogi para morar. "Eles vêm em busca de qualidade de vida e mantêm as atividades na capital paulista ou Guarulhos. Principalmente moradores de alto padrão, na região dos condomínios, como o complexo Aruã", avaliou
Para Borges, no entanto, muitos profissionais, diretores e gestores estão transferindo suas atividades para Mogi, conciliando residência e trabalho na cidade.
O secretário de Desenvolvimento, Clodoaldo de Moraes, diz que Mogi pode atingir até 3,5 mil empregos gerados até o fim deste ano. "A cidade demonstrou um avanço, gerando em 2017 1.621 empregos e, até final deste ano, poderá chegar a 3,4 mil", explicou. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), até outubro deste ano foram admitidos em Mogi 3.423 trabalhadores.
Moraes ainda citou a Lei de Incentivo Fiscais, que tramita na câmara e tem o objetivo de incentivar empresas que queiram se instalar na cidade, com benefícios como isenções para alguns empresários. O secretário citou que neste ano foram instaladas oito empresas de grande porte. "Fora o Polo Digital, que tem ampliado e incentivado o empreendedorismo", prosseguiu. Ele ainda lembrou de outros incentivos ao empreendedorismo na cidade como Escola de Empreendedorismo e Inovação, Sala do Empreendedor e o Banco do Povo.
*Texto supervisionado pelo editor.