A presidente do Conselho Municipal do Idoso de Mogi das Cruzes, Juraci Fernandes de Almeida, faz um balanço positivo do ano em relação à causa do idoso. Para ela, a apresentação do projeto da Casa do Idoso, instituição de longa permanência, foi uma das grandes conquistas. O prefeito Marcus Melo (PSDB) divulgou em setembro os detalhes do projeto: "Foi um marco. Já temos o projeto do Executivo aprovado, inclusive por nós do Conselho do Idoso, que pudemos contribuir na elaboração. Agora temos de trabalhar para tornar isso realidade no próximo ano, em 2019, e buscar recursos junto ao governo federal, estadual e até mesmo mobilizar a iniciativa privada, que pode contribuir doando parte de seus impostos, como renúncia fiscal, para o Fundo Municipal do Idoso". Segundo ela, há 30 idosos cadastrados na fila de espera por uma vaga em abrigos permanentes.
No projeto da Prefeitura, a Casa do Idoso terá 1,5 mil m², em área localizada na Rua Paulo Eduardo do Valle Pereira, em Braz Cubas. Entre os espaços previstos estão refeitório, sala de convivência, recepção, cozinha, dispensa, 16 dormitórios duplos com banheiro (capacidade total para 32 idosos), 2 dormitórios de emergência ou recuperação (capacidade 2 idosos), salas para fisioterapia, medicação, cuidadores, solário e praça descoberta para atividades físicas, entre outros ambientes.
Juraci ressalta ainda que Mogi das Cruzes já deu passos importantes a favor do idoso, citando serviços e projetos públicos gratuitos, como o Centro Dia do Idoso, que atende pessoas com mais de 60 anos e semi-dependentes, oferecendo atividades em diversas áreas, acompanhamento multidisciplinar e integração com as famílias; e a Vila Dignidade, um condomínio com 22 casas para idosos com mais de 60 anos, autossuficientes e sem vínculos familiares.
Destaca também o projeto de convivência, chamado de CECIM - Centro de Convivência do Idoso Mogi das Cruzes, realizado pelo Instituto Pró Vida em parceria com a Prefeitura. "Começamos com 5 pessoas em 2006 e hoje são 270, distribuídas em nove núcleos", comemora.
Embora feliz com os avanços, Juraci pontua preocupações para o segmento, como o custo dos serviços de acolhimento permanente de idosos oferecidos por entidades com subvenção da Prefeitura:
"O valor não cobre as despesas, e as instituições podem abrir mão desse serviço".