O impasse sobre pequenas adequações na lei "Mogi Mais Viva" chegou ao Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) e à Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC). E, segundo o presidente do Sincomércio de Mogi das Cruzes e Alto Tietê, Valterli Martinez, e o diretor da ACMC, Roberto Assi, é preciso pequenas mudanças na Lei nº 6.334/2009. A proposta prevê a flexibilização de algumas medidas com o objetivo de incentivar o comércio central, principalmente durante as vendas de fim de ano.
A lei entrou em vigor no município em 2009 e a nova proposta ainda deverá ser formalizada junto à prefeitura nos próximos dias. As principais sugestões dos presidentes das associações dizem respeito à maior flexibilização de publicidade nas vitrines e parte das fachadas dos estabelecimentos comerciais, atendendo pedido dos próprios comerciantes mogianos.
De acordo com Martinez, atualmente Mogi conta com mais de 900 lojas no centro da cidade, mas muitas outras fecharam as portas nesses últimos anos de crise econômica. "É estimado que mais de 150 lojas foram fechadas no centro de Mogi durante os últimos anos. Em 2009, eram 1.120 comércios no centro da cidade, atualmente são aproximadamente 920. Por isso pedimos essa adequação da lei, para que os produtos possam ser mais divulgados. Isso ajuda no aumento das vendas e melhora a visualização do consumidor", afirmou.
Roberto Assi detalhou um pouco mais sobre as propostas de melhorias na lei. "Nós não estamos mudando a lei, nós queremos apenas uma adequação. Primeiro queremos que as fachadas dos comércios possam exibir os logos dos patrocinadores das lojas. Essa imagem deve ser do tamanho de uma folha sulfite. Em segundo, queremos que possa haver mais propaganda dos produtos", disse ele, acreditando que tais ações irão contribuir para o aumento das vendas nos municípios. "Principalmente nas datas de fim de ano, essa medida irá ajuda muito nas compras. Atualmente as propagandas dos produtos devem ficar 1,5 metros para dentro do estabelecimento e, muitas vezes, os clientes não conseguem visualizar. Já sobre a fachada, muitas empresas podem ajudar na construção de um ambiente mais bonito. A cidade não iria ficar poluída e iria contribuir com os comércios", ressaltou.
*Texto sob a supervisão do editor.