O vereador Sadao Sakai (PR) é quem assumirá a presidência da Câmara de Mogi em 2019. Essa será a primeira vez que o parlamentar assumirá o cargo, que entre os anos de 1979 e 1980 foi de seu pai, Tadao Sakai. De acordo com o republicano, uma das prioridades da sua administração será a implantação do sistema de digitalização dos processos legislativos.
Sakai informou que já conversou com todos os vereadores e que existe consenso para a escolha de seu nome. Existe um acordo entre as quatro maiores bancadas - PR, PSDB, MDB E PSD - para que a cada ano um representante da sigla assuma a cadeira de presidente. A mesa diretiva para o próximo ano também foi formada. A primeira vice-presidência será ocupada pelo vereador Otto Rezende (PSD); a segunda vice-presidência ficará com o vereador Claudio Miyake (PSDB); o vereador Diego Martins (MDB) ocupará a primeira-secretaria; enquanto a segunda-secretaria será do vereador Marcos Furlan (DEM).
Segundo o republicano, uma das prioridades para o próximo ano é a implementação da digitalização na Câmara. "Queremos dar uma dinâmica maior nas questões administrativas da Casa. Precisamos dar uma agilidade na tramitação dos projetos, sei que o Pedro Komura (PSDB) começou a mexer, mas esse trabalho não está definido. A ideia é que as informações cheguem mais rápido aos vereadores, como os projetos que estão sendo deliberados", reforçou.
Para 2019, a câmara planeja implantar um pequeno expediente, que seria realizado antes das sessões para dar mais agilidade ao trabalho legislativo. Sakai, junto com os vereadores Mauro Araújo (MDB), Protássio Ribeiro Nogueira (PSD), Iduigues Martins (PT) e Antonio Lino da Silva (PSD), atua no grupo que revisa o regimento interno do Legislativo. "O objetivo é dar uma dinâmica diferente ao formato da sessão, pois, ultimamente, quando chega na ordem do dia, muitos vereadores já foram embora. Isso prejudica a discussão dos projetos importantes para a cidade. O "mini expediente", antes da sessão, serviria para que os vereadores falassem sobre qualquer assunto. Assim, quando a sessão começar, serão discutidos apenas os projetos", ressaltou Sakai.
Em relação a redução do número de vereadores ou assessores, um assunto que há algum tempo é ventilado nos corredores da câmara, Sakai afirmou que o tema precisa ser discutido com todos os vereadores. "Na conversa com os vereadores, alguns colocaram essa necessidade, mas não tenho conhecimento de como está em relação a prestação de contas, o que os promotores estão exigindo. Assim que tomar uma posição a gente vai ter que fazer um estudo para ver se tem necessidade ou não, além da viabilidade. Essa não é uma decisão do presidente, mas dos vereadores, pois influencia nos mandatos de todos", observou.
Sobre as obras de acessibilidade no prédio da câmara, uma situação que vem se estendendo nos últimos anos, o republicano informou que é preciso verificar o caixa do Legislativo antes de tomar uma decisão. A medida vale para outras obras, como a reforma dos gabinetes.