O mercado imobiliário está saindo de uma crise na atividade, desde 2014, para um recente sentimento de positividade com a posse do novo governo, em 2019. Os sinais já começaram a aparecer, segundo o engenheiro civil e diretor regional do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon), Celso Giuseppe. Ele argumenta que neste fim de ano as construtoras estão acreditando e apostando mais no mercado e cita alguns exemplos de investimentos na cidade, como o novo McDonald, localizado avenida Fernando Costa, em Mogi das Cruzes, e o anúncio de um lançamento futuro de um centro de compras da Helbor, no distrito de Cezar de Souza.
Por outro lado, o delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) de Mogi das Cruzes, Joel Borges, afirmou que há uma demanda reprimida para imóveis de classe C e D, que não conseguem fazer o financiamento por conta da crise financeira. "O fechamento de muitas empresas e a falta de emprego acabam gerando falta de score, ou seja, falta de comprovação de renda para que o banco libere o dinheiro", explicou.
A perspectiva do diretor da Sinduscon para o mercado é de que o governo abra crédito com juros acessíveis para a população. "O governo deve obrigar os bancos a fazerem um juros de financiamento mais baixo para aquecer o mercado novamente", sugeriu.
O cenário do mercado imobiliário com o novo governo muda, de acordo com o delegado do Creci, alegando que as construtoras e incorporações que investem no segmento estão com a confiança retomada. "Além da retomada de construção de edifício, condomínios e casas; as corporações estão procurando terrenos para construir as casas para o Programa Minha Casa Minha Vida, por conta da demanda reprimida", disse.
*Texto soba supervisão do editor.