A queda de casos de gravidez na adolescência no Alto Tietê está abaixo da média estadual (50,6%), com 34% das reduções, comparando os anos de 2015 a 2017. A única cidade da região que não apresentou registros de gravidez de menores foi Salesópolis. Por sua vez, Poá e Santa Isabel são as que mostraram índices baixos e, no ano passado, não registraram casos de mães adolescentes. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar de não estar dentro da média sugerida pelo Estado, a região apresenta queda contínua e algumas oscilações de 2015 a 2017. Comparando os três últimos anos, o percentual de menores de 15 anos grávidas representa 14% do total de partos na região.
O município que apresentou queda significativa foi Itaquaquecetuba, que passou de 30 casos em 2015 para a metade (15) em 2017. Já em Mogi a estatística oscilou, em 2015 registrou 30 adolescentes grávidas e apresentou queda, para 21, em 2016. Em 2017, a cidade aumentou os casos para 25. Em relação aos anos de 2015 e 2017,a redução foi de 16%. Nas últimas duas décadas, de acordo com a médica ginecologista, obstetra, cirurgiã, coordenadora das Políticas Públicas para a Mulher e coordenadora do Programa Saúde do Adolescente, Albertina Duarte Takiuti, em Mogi a queda é de 43%; que, ainda assim, está abaixo do Estado.
A coordenadora aponta que as cidades que apresentaram queda tiveram profissionais capacitados, ao todo 15 mil, que se preparam em cursos e congressos. "Percebemos que precisa ir além do anticoncepcional e camisinhas, e atendimentos nas unidades básicas. É preciso aplicar políticas públicas que desenvolvam a autoestima e autoimagem do adolescente", apontou.
Um exemplo apontado pela médica é a Casa do Adolescente. Já as cidades que não têm locais específicos para obter essa orientação aderiram à capacitação de prevenção para profissionais da saúde, com cursos de como abordar os adolescentes e apresentação das pesquisas relacionadas à prevenção sexual. "É preciso, também, ouvir os jovens para entender o cotidiano deles e propiciar uma orientação mais direcionada", prosseguiu.
Albertina disse que as ações vão além dos locais de saúde e se estendem para as escolas e os pontos culturais. "Temos vários trabalhos com as escolas e parceria com o programa Prevenção Também Se Ensina. Produzimos conteúdo para a internet", completou. Para ela, o maior desafio é identificar as características do adolescente. "Os jovens acham que sabem de tudo. A conversa é necessária para orientá-los na prevenção", finalizou.
(*Texto supervisionado pelo editor)