O Departamento de Controle de Zoonoses de Suzano, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, começou a intensificar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya e da febre amarela. O trabalho é realizado tanto nas residências de todas as regiões da cidade como também em pontos estratégicos.
As ações, na realidade, ocorrem ao longo de todo o ano com o objetivo de reduzir a incidência de criadouros do inseto, mas são ampliadas durante os meses em que o ciclo de reprodução está mais intenso, devido às chuvas, entre novembro e março. As equipes investigam potenciais focos de larvas do mosquito nas casas, como reservatórios para água de reuso, caixas, garrafas, vasos de plantas, ralos e outros.
O trabalho é promovido por uma equipe de até 15 funcionários, que se apresentam devidamente identificados com crachás e coletes do setor responsável da Prefeitura de Suzano. Os técnicos também fornecem panfletos com orientações sobre como evitar a proliferação do Aedes aegypti e reconhecer os sintomas da dengue e de outras doenças transmitidas pelo inseto.
Além da abordagem promovidos nos imóveis, os agentes averiguam pontos estratégicos. No mapeamento realizado pelo Departamento de Controle de Zoonoses, mais de 80 locais são vistoriados em intervalos regulares, mantendo um monitoramento constante para evitar surtos de doenças.
Esforço combinado
Um dos principais desafios enfrentados pelos agentes fiscalizadores no contato com os moradores é conseguir o acesso às residências para realizar as vistorias. Muitos munícipes, temendo pela segurança, não autorizam a entrada dos funcionários da administração municipal. A coordenadora de Zoonoses de Suzano, Priscila Arap, reforça que a atuação do cidadão garante a proteção não apenas da própria casa, mas também de toda a região. "O esforço das autoridades em combater o mosquito deve ser acompanhado pela comunidade, não apenas reduzindo os locais onde pode haver proliferação, como pneus, garrafas, tanques de água de reuso, vasos de plantas e outros locais, mas também atendendo aos agentes, que sempre estão devidamente identificados. É uma abordagem que não tem como objetivo punir, mas informar", esclareceu.