Poá puxa a queda no número de nascimentos no Alto Tietê esperada para 2040. De acordo com o estudo divulgado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), órgão ligado à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, o índice de crianças e jovens de 0 a 19 anos nos municípios da região deve encolher 11,37% nos próximos 22 anos, caindo de 490.615 para 434.838. Em Poá, esse percentual será de 16,28%.
Em 2011, o número de crianças e jovens nesta faixa etária em Poá, era de 34.603, para 2040, a previsão é que caia para 28.970. Em seguida, aparece Santa Isabel, que há sete anos, contava com 16.029 e deve chegar a 13.450 em 22 anos, o que representa uma redução de 16,09% nesta parcela da população.
A população jovem de Suzano também deve encolher 14,12%. Enquanto em 2011, o número de crianças e adolescentes era de 88.167, em 2040, esse montante deve cair para 75.722 pessoas.
Na região, apenas Arujá apresenta números inversos. No município, a previsão é que haja um crescimento de 5,94% da população com idade entre 0 e 19 anos. Há sete anos, 25.408 pessoas estavam nesta faixa etária, já em 22 anos, a previsão é que é que ela atinja 26.916 munícipes.
O sociólogo Afonso Pola avaliou que as cidades que compõe a região tem características variadas. "Mogi da Cruzes reflete de forma clara o padrão médio brasileiro. O município é bem estruturado, com uma presença forte da classe média. No Alto Tietê contamos com cidades que tem predominância rural enquanto outras urbanas. Isso acaba influenciando nessas taxas variadas. Arujá, por exemplo, é a única da região em que há previsão de crescimento da faixa etária de crianças e adolescentes. Ela atuava como uma cidade dormitório", analisou.
Segundo o especialista, é necessário criar políticas públicas para que essa redução não traga prejuízos. "Na Europa, por exemplo, alguns países nos anos 80 e 90, criaram incentivos para que as pessoas tivessem filhos, como uma licença paternidade de nove meses e uma licença maternidade de um ano ou um ano e meio. Existem alguns locais precisam importar mão de obra, pois a população está velha", destacou.