Cardápios equilibrados e diversificados fazem parte da rotina dos alunos da rede pública de ensino em Suzano. As mais de 54 mil refeições servidas diariamente são elaboradas por nutricionistas e seguem as normas estabelecidas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Só nas escolas e creches municipais são cerca de 25 mil crianças beneficiadas.
São de responsabilidade da Secretaria de Educação de Suzano a compra, a distribuição e a fiscalização de todos os alimentos para 144 unidades do município e do governo do Estado. A rotina da merenda segue a legislação, que prevê coleta de temperatura e de amostras para prevenção de toxinfecção alimentar, normas de higiene sanitária, qualidade nutricional e cardápio correspondente à faixa etária e a região a qual à cidade pertence.
Uma das nutricionistas, Regiane Aparecida de Araújo Sprangoski, está há cinco anos à frente do Setor de Alimentação Escolar da Prefeitura de Suzano. Segundo ela, primeiramente, é realizada uma ata da perspectiva de todos os alimentos que serão utilizados ao longo do ano letivo. Feito isso, é preparada a licitação para que seja possível a escolha dos fornecedores que atuarão neste período.
O prato é sempre bem equilibrado e diversificado, com alimentos de alto valor nutricional. No geral, conta com salada, legumes, arroz, feijão, ou macarrão, uma proteína, como carne, frango ou peixe, e uma fruta. No segundo semestre deste ano, a merenda passou a receber a salada e os legumes já cortados, ensacados e higienizados. Isso garante mais velocidade no preparo dos alimentos, evita o desgaste dos profissionais, ajuda no processo de lavagem e economiza água e sacos plásticos, que antes eram utilizados para armazenar os alimentos.
Restrições
Um dos destaques desse trabalho é a preocupação com estudantes que têm algum tipo de restrição alimentar, seja por questões patológicas, religiosas ou até mesmo um estilo de vida, como o vegetarianismo, por exemplo. Atualmente, o cardápio especial atende cerca de 300 crianças. Cada unidade escolar recebe uma ficha com as orientações do aluno e faz o seu próprio controle.
"Duas vezes por semana, recebemos os pais em consulta individual para entender ao certo sobre a restrição e, com a apresentação de um laudo médico, elaboramos um cardápio diferenciado para cada um, com a substituição desses alimentos, sem perder o valor nutricional", explica a especialista.