Antes de iniciar o atendimento regionalizado, a Associação de Apoio à Criança Deficiente (AACD) já vem fazendo um trabalho de recuperação de diversos pacientes de Mogi das Cruzes. Um dos exemplos é Gabriel, de 2 dois anos e 7 meses. A mãe, Francisca Angélica Viera de Holanda, de 33 anos, afirmou que no período em que o filho é atendido pela instituição já notou uma evolução significativa.
"Ele tem paralisia cerebral e tem se desenvolvido muito bem. Antes, ele não mexia as mãos. Agora, pega objetos e consegue dar função para os brinquedos. Estou muito feliz com o atendimento", destacou. 
O menino realiza atendimentos na AACD todas as segundas, quartas e quintas-feiras. Para acompanhar o filho, Francisca teve que deixar o emprego. "O carinho que temos aqui é enorme. É muito difícil no começo, pois ninguém espera ter um filho especial, mas acabamos recebendo a força de todos, até das outras mães. O Gabriel faz terapia ocupacional, fisioterapia aquática e fonoaudiologia", informou.
A dona de casa Elieide Maria dos Santos, 39, se prepara para mandar a filha Beatriz, de 3 anos, para a escola no próximo ano. A menina frequenta a unidade desde 2016. "Ela melhorou 80%. É um processo lento e doloroso, pois não estamos preparadas, mas nos apegamos nos detalhes da evolução. A AACD não ajuda só as crianças, mas as mães também. Temos um grupo de mães de crianças especiais, onde uma ajuda a outra", acrescentou. (L.N.)