O índice de exportação no Alto Tietê apresentou uma redução de 7% nos nove primeiros meses deste ano comparado com o mesmo período de 2017. A região saiu de um montante de US$ 707.168.569 para US$ 656.406.303. Dos oito municípios que enviaram produtos para fora do Brasil entre janeiro e setembro, apenas três apresentaram alta no índice. O levantamento foi divulgado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
De acordo com os dados, no Alto Tietê, Santa Isabel foi o município que apresentou a maior queda percentual no índice de exportação. O município que, entre janeiro e setembro do ano passado, enviou US$ 1.279.604 em mercadorias para fora do Brasil, neste ano, encaminhou apenas US$ 863.644, o que representa uma redução de 32%.
Mogi das Cruzes aparece na segunda posição da lista dos municípios, que viram o índice de exportação despencar nos primeiros nove meses deste ano. De janeiro a setembro de 2017, a cidade exportou US$ 154.455.307 em produtos, já até o mês passado, foram US$ 121.533.998, ou seja, uma queda de 21% no volume de negociações.
Na terceira pior posição do levantamento está Poá, que apresentou uma redução de 13% no índice de exportações de janeiro a setembro deste ano. Enquanto no mesmo período de 2017, o município encaminhou US$ 16.703.667 em mercadorias para fora do país, desta vez foram negociados US$ 14.475.166.
Dos municípios que apresentaram resultados positivos no índice de exportação, Arujá teve o maior aumento percentual. O volume de mercadorias enviadas para fora do Brasil cresceu 40% comparado com os nove primeiros meses do ano passado. O município acumulou US$ 29.503.499 em 2017 e agora subiu para US$ 41.444.441.
Guararema também apresentou um crescimento no volume de exportações até o mês passado. A cidade exportou até o momento US$ 9.244.237, enquanto no ano passado foram US$ 7.266.522, o que representa um aumento de 27%.
Biritiba Mirim e Salesópolis não aparecem no levantamento sobre exportação divulgado pelo Ministério da Indústria e Comércio.
Análise
O professor dos cursos de Administração de Empresas e Ciências Contábeis da Faculdade Piaget, José Marcos de Oliveira Carvalho, explicou que a retração no valor de exportação da região pode ser causada por diversos fatores. "Quando se fala em valores tem que ver se a quantidade de produtos exportados é a mesma, porque o dólar no ano passado estava pouco mais de US$ 3 e agora está em US$ 4,20. Às vezes, pode ter reduzido a produção, porém compensou com a elevação do dólar. Em termos financeiros produzi menos, mas tive uma rentabilidade maior ", apontou.
Carvalho esclareceu que outro fator que pode ter contribuído para a redução do montante de exportação é a situação econômica dos países parceiros. "Se a alguma cidade exporta para a Argentina, por exemplo, ela teve várias dificuldades. Caso os parceiros tenham problemas, eles darão uma reduzida na carga de exportação. Então, isso também é outra coisa que a afeta o índice", acrescentou.