Os vereadores discutirão as demandas do Sindicato dos Taxistas Autônomos de Mogi das Cruzes e Região para buscar soluções para atender a categoria. Hoje, às 16 horas, representantes do grupo terão uma reunião com o presidente do Legislativo, Pedro Komura (PSDB) e parlamentares. Os vereadores Caio Cunha (PV) e Mauro Araújo (MDB) comentaram as críticas feitas pelos taxistas em relação ao lei que regulamenta o transporte de passageiros por aplicativos na cidade.
Na quarta-feira, representantes do sindicato se reuniram com Komura. Na ocasião, eles afirmaram que as emendas propostas por Cunha causaram desequilíbrio na legislação. Os taxistas criticaram as emendas que retiram a obrigatoriedade dos carros de aplicativos terem placas de Mogi e a necessidade do veículo estar no nome do motorista. A justificativa é que as ações facilitariam a vinda de condutores de outros municípios, que aumentaria o trânsito e não traria retorno na forma de impostos.
Cunha afirmou que nos últimos dois anos foram feitas diversas reuniões com representantes tanto do setor dos taxistas quanto dos motoristas de aplicativos. "Criamos uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) e sempre colocamos o que era pertinente. Encaminhamos um anteprojeto para a prefeitura na época. Quem alterou o projeto não fui eu, mas a administração municipal, inclusive com falhas inconstitucionais, que foram corrigidas pela Comissão de Justiça e Redação da Câmara", disse.
O verde defendeu que as emendas propostas no projeto de lei não trouxeram prejuízo. "A questão da placa, se alguém vem de São Paulo trazer alguém para Mogi, não vai voltar com o carro vazio. Outro ponto, é que boa parte dos motoristas aluga os veículos que geralmente tem placas da cidade de origem da locadora. A outra emenda, que fala da obrigatoriedade do carro estar no nome do motorista, nem taxistas tem, às vezes a licença está no nome de outra pessoa. Se tivesse sido mantida, o motorista não poderia utilizar o carro da esposa ou pai, por exemplo", informou. Ele acrescentou que a câmara está aberta para discutir o assunto.
Araújo destacou que durante a reunião de quarta-feira os questionamentos dos taxistas foram respondidos e que o Legislativo vai trabalhar para encontrar alternativas para a categoria. "A Comissão de Justiça e Redação apresentou quatro emendas que não mexeram no mérito acordado. A lei que aprovamos foi para os motoristas de aplicativos. Agora, vamos escutar os taxistas para ver o que podemos fazer para ajudá-los, para que possam competir dentro do mercado", acrescentou.