As cidades da região receberam entre janeiro e o mês passado R$ 46,8 milhões em royalties do petróleo. O número representa uma queda de cerca de 9% em comparação ao acumulado no mesmo período do ano passado, que foi de
R$ 51,3 milhões. A redução é puxada por Guararema, que recebe a maior parte dos recursos. No mesmo período, os royalties diminuíram 19,35% na cidade. O valor, que era de
R$ 41 milhões em 2017, ficou em R$ 33,1 milhões neste ano. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 
Como Estado produtor de petróleo e gás, São Paulo tem direito a 70% dos royalties, e desse total 17,5% são distribuídos entre todos os municípios, de acordo com a cota-parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Em razão disso, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes recebem valores semelhantes, e a maioria das cidades tem a mesma queda no período acumulado de 2017 e 2018, em torno de 44%. 
Guararema e Suzano, porém, também têm direito a alíquota excedente de 5%, direcionada para apenas para municípios produtores ou que são afetados por operações de embarque e desembarque de petróleo e gás. Suzano, por exemplo, registrou um aumento acima de 230% nos valores excedentes entre o total recebido em outubro de 2017 e o mês passado, de acordo com o balanço do mês de agosto do mesmo ano. O valor subiu de
R$ 42,6 mil para R$ 143,5 mil.
O valor pago em excedentes, por outro lado, caiu 37% em Guararema. Enquanto em outubro de 2017 foram R$ 3,4 milhões, no mesmo período deste ano, a cidade recebeu R$ 2,1 milhões. A cidade também teve uma redução significativa de 20,5% nos royalties básicos de até 5%, assim como Suzano com queda de 11,2%. Em Guararema, o pagamento foi reduzido de R$ 249,7 mil para R$ 198,5 mil.
O Informe das Participações Governamentais de Petróleo e Gás, divulgado em fevereiro pela Secretaria de Energia e Mineração do Estado, classificava Guararema entre os dez municípios que mais receberam recursos da atividade de petróleo no ano passado.