Entre janeiro e outubro deste ano, Mogi das Cruzes registrou seis casos de dengue, dos quais quatro autóctones, ou seja, adquiridos no próprio município, e dois importados. O montante é semelhante aos casos contabilizados no mesmo período do ano passado, quando cinco pessoas contraíram a doença. Ao longo do ano, a administração realiza diversas ações de conscientização e combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, zika e chikungunya.
Dos casos autóctones registrados em Mogi, dois foram identificados no centro, um em Braz Cubas e outro no Parque Santana. Já um dos casos importados foi encontrado no centro enquanto o outro no Jardim Modelo.
Uma das iniciativas que a prefeitura adota para controle dos mosquitos na cidade é a Análise de Densidade Larvária (ADL). O veterinário Jefferson Leite, coordenador do Núcleo de Prevenção e Controle de Arboviroses, informou que o levantamento é realizado quatro vezes por ano. "Nos casos de notificação de dengue, é feita uma avaliação e um inquérito no local da doença, além da eliminação de possíveis focos. Durante o ano, fazemos a Análise de Densidade Larvária. Sorteamos alguns bairros e fazemos o levantamento quantitativo e qualitativo, identificamos quais são os recipientes mais comuns de se encontrar larvas e quais os bairros mais infestados. Com essas informações direcionamos as ações", detalhou.
No momento, a nova ADL está na etapa de conclusão. No último levantamento realizado, o bairro de Jundiapeba registrou o maior número de larvas. De acordo com o coordenador, o município não registrou casos de zika e chikungunya.
Na próxima semana, equipes da prefeitura farão uma varredura nos cemitérios em busca de focos do mosquito. Entre os dias 26 e 30 de novembro acontece a Semana de Mobilização Nacional contra a Dengue, com Dia D marcado para 30. A administração também prepara campanha para reforçar a prevenção entre os mogianos.