Os casos de câncer bucal no Alto Tietê, de janeiro até a última semana, já somam 20 diagnósticos confirmados. Apesar do número, houve uma queda de 23% em comparação aos diagnósticos confirmados de janeiro a dezembro do ano passado, quando foram registrados 26 casos. As informações são das cidades de Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá e Suzano.
Apenas neste ano, Suzano foi a cidade que mais registrou confirmações da doença, 12 no total, com dois óbitos. No ano passado, a cidade também se manteve em primeiro lugar no ranking, com dez casos confirmados, ou seja, foi a única com um aumento de 20% nos diagnósticos positivos.
Seguindo a queda geral, Mogi apresentou um número significativo, já que durante o ano todo de 2017, foram registrados nove casos, e este ano, somente três. Isso representa uma diminuição de 66% em relação aos anos. Para se ter uma ideia, os equipamentos de saúde registraram 316 atendimentos relacionados aos casos de câncer bucal e 43 biópsias. Em Ferraz também houve queda, visto que em 2017, três casos da doença foram confirmados e este ano, dois.
Desde janeiro, em Arujá, apenas um caso foi confirmado. De acordo com a Secretaria de Saúde, as vítimas são homens com mais de 60 anos. Já em 2017, foram dois casos. "Os diagnósticos de 2017 ocorreram em maio, durante a campanha de prevenção à doença, simultaneamente contra a gripe. O deste ano ocorreu em agosto, durante exame bucal em Unidade Básica de Saúde (UBS), para tratamento emergencial", informou a pasta. Em Poá, este ano, também foi registrado apenas um caso e, em 2017, dois.
Itaquaquecetuba, que durante todos os meses de 2017 não registrou nenhum diagnóstico de câncer bucal confirmado, este ano, teve uma confirmação durante a campanha de prevenção. A vítima também é um homem. De acordo com a coordenadora da Saúde Bucal na Secretaria de Saúde de Suzano, Marisa Sugaya, é preciso ficar atento à qualquer ferida que não cicatrize em 15 dias. "A exposição solar, o tabagismo e o alcoolismo aumentam o risco de câncer bucal. É importante ter o diagnóstico precoce, fazer o tratamento da forma correta, porque há mais chances de cura. Mas se for um diagnóstico tardio, às vezes a pessoa sofre mutilações", explicou.
A coordenadora também ressaltou que o uso de prótese dentária não causa câncer bucal. Para ela, é importante que as pessoas procurem atendimento e fiquem alertas. Ela afirma que nem toda ferida pode se tornar um câncer. "Nem toda ferida se torna um câncer, mas fica esse alerta. Às vezes com uma simples cirurgia conseguimos remover a doença ou com radioterapia, mas cada caso é um caso", disse. O câncer bucal atinge, principalmente, homens acima dos 40 anos.