O registro de mortes no trânsito, feito pelo Movimento Paulista de Segurança no Trânsito (Infosiga), nas cidades de Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Santa Isabel e Suzano foi de 14 casos para o mês de outubro. Mogi e Suzano registraram aumento na quantidade de homicídios no trânsito, no mês passado, em relação ao mesmo período de 2017, segundo dados do Infosiga. Neste período Mogi registrou sete óbitos contra cinco no ano anterior. Já Suzano registrou um caso a mais que em 2017, saindo de dois para três. Porém, no Estado de São Paulo os dados mostraram queda. Os números percentuais são de 8,2% no mês e 4,9% em 2017.
Nas cidades analisadas, o relatório apontou que as mortes acontecem com mais frequência na sexta-feira, no sábado e no domingo. Em Suzano o aumento de ocorrências no domingo foi expressiva, uma vez que passou de dois no mês de outubro de 2017 para 12 mortes no mesmo mês deste ano. Já em Mogi, a queda para o dia da semana, que passou de 24 mortes no domingo em 2017, no mesmo período, para 15, chamou atenção, no entanto, nas sextas-feiras houve aumento, de oito para 12.
Os homens, com idade entre 18 e 24 anos, e motoristas são os que mais morrem no trânsito. Em Mogi houve 87,2% de mortes de homens contra 12,7% de mulheres em acidentes em ruas e avenidas. Itaquá também apresentou dados expressivos de mortes masculinas com 84,2% contra 12,8% das femininas.
Os pedestres são os que mais morrem (42,8%), seguido pelos motoristas (40%), em Itaquá. Em Mogi são os condutores que mais se envolvem em acidentes fatais (53%) seguido, também, pelos pedestres (33,3%). Em Santa Isabel os motoristas representam 34,4% das mortes e os pedestres 41,3%. Já em Suzano os dados de condutores mortos em acidentes é de 48,1% e de pedestres de 40,7%. No Estado os pedestres lideram os óbitos nos acidentes de trânsito, representando 55 ocorrências neste mês.
A maioria das mortes, ainda segundo os dados da Infosiga, em Suzano, ocorre no hospital (58%), enquanto que em Santa Isabel a vítima morre no local do acidente (68,9%). Nas quatro cidades analisadas são nas vias municipais que ocorre a maioria dos acidentes fatais. As demais cidades não entraram na análise realizada pela reportagem, pois não apresentam dados completos.
*Texto supervisionado pelo editor