Depois de aproximadamente um ano, as obras do esgotamento sanitário no Botujuru e no distrito de Cezar de Souza foram retomadas na manhã de ontem pela Prefeitura de Mogi das Cruzes. Os trabalhos, que tiveram início em 2016, sofreram alguns atrasos, sendo um deles por conta do licenciamento ambiental para passar as tubulações, pois o local é Área de Proteção Permanente (APP). Já em outros casos, os coletores-tronco precisam passar por terrenos particulares, o que também vem dificultado a realização das obras. A informação é do secretário de Obras, Walter Zago. A previsão é de que no primeiro semestre de 2019 o esgotamento sanitário seja concluído no bairro. Com isso, todo o esgoto produzido no local será enviado para a Estação do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), em Cezar de Souza.
Ao todo, 35 mil pessoas serão beneficiadas com a obra, sendo 20 mil em Cezar de Souza e 15 mil no Botujuru. O investimento total é de R$ 26.056.871,01, sendo R$ 21.861.686,89 destinados ao Botujuru e R$ 4.195.184,12, para o distrito de Cezar. "O objetivo é fazer todo o esgotamento sanitário no Botujuru, que agrega, além de Cezar de Souza, o Conjunto Jefferson. Começamos essa obra em desde 2016 e já foram realizados 50% dos serviços, o que falta agora é a implantação de coletores-tronco, mas alguns entram em terrenos particulares. Já fizemos diversos contatos com alguns proprietários das áreas", explicou Zago. Os bairros Jardim São Pedro, Vila Nova Aparecida, Jardim das Bandeiras e Granja Anita também entram nesse conjunto de obras que abrange a área.
Com a retomada, estão previstos a instalação de 45 quilômetros de redes de esgoto; 2.760 ligações prediais; 3,5 mil novas ligações prediais -que serão feitas após o término da obra-; seis Estações Elevatórias de Esgoto (EEE); 5,5 mil metros de linhas de recalque e 11 mil metros de coletores-tronco. Até então, já foram colocados 36 quilômetros de esgoto; 4.811 metros de linhas de recalque; 2.709 ligações domiciliares; 893 poços de visita e 787 metros de coletores-tronco, o que atinge 50,5% do total das obras. "A grande dificuldade é conseguir autorização dos proprietários, já que aqui é um bairro que, quando foi construído, não teve o devido respeito às APP e aos córregos. O Semae precisa colocar a tubulação de acordo com o projeto que foi feito pelos engenheiros e técnicos. Ainda estamos com problemas de autorização em vários bairros", ressaltou o prefeito da cidade, Marcus Melo (PSDB).