A feira do rolo de Jundiapeba voltou a ser assunto na sessão da Câmara de Mogi. Os parlamentares afirmaram que o comércio irregular gera uma série de transtornos aos moradores do distrito. Eles cobraram para que a prefeitura adote medidas de fiscalização. Durante o debate, os vereadores também pediram para que a administração municipal reabra o cadastro de empreendedores de rua.
O vereador Antonio Lino da Silva (PSD) foi procurado por moradores de Jundiapeba que reclamaram da feira do rolo. "Ela traz um transtorno muito grande para os moradores. As pessoas precisam de um espaço para negociar, mas que seja lícito. Tenho muita dúvida sobre os materiais vendidos nesta feira. A Secretaria de Segurança já realizou um trabalho, com apoio da Guarda Municipal, fiscais e a Polícia Militar, para impedir que esses comerciantes montem as barracas. Agora, virou de novo um pandemônio. O comércio irregular está na rua Nito Sona, na Alameda Santo Ângelo, e até perto da regional. É preciso voltar a fiscalizar. São pessoas que vêm da Zona Leste comercializar os produtos", destacou.
O vereador Mauro Araújo (MDB) defendeu que a cidade precisa reabrir o cadastrado para empreendedores de rua. "Essa questão da regularização do empreendedor de rua terá que ser feito pela câmara, caso a prefeitura não a faça. A cidade dobrou de tamanho nos útlimos anos. Antigamente, o trajeto entre Jundiapeba e Braz Cubas era rápido, hoje, dependendo do trânsito, se leva 40 minutos. Precisamos criar um comércio regional, onde os bairros tenham todos os serviços. Se tem gente vendendo é porque a população está precisando. Temos que explorar melhor os espaços, como o Largo da Feira de Jundiapeba, que fica ocioso a maior parte da semana", sugeriu.
Araújo argumentou que a câmara precisa agir para expandir as oportunidades de trabalho no município. "Precisamos começar a colocar prazos para a prefeitura. Já fizemos diversos estudos e CEVs (Comissões Especiais de Vereadores). Essa questão do empreendedor de rua ou do Food Truck, a prefeitura ficou de enviar um regramento e ainda não veio", afirmou.
O presidente da câmara, Pedro Komura (PSDB) avaliou que uma das principais preocupações da feira do rolo é em relação à origem dos produtos comercializados. "As pessoas vendem de tudo. Esses dias houve uma fiscalização, os ambulantes jogaram os celulares nos quintais das casas e depois ameaçaram os moradores. É um absurdo o que ocorre", ressaltou.
De acordo com o vereador José Antonio Cuco Pereira (PSDB), o comércio irregular também ocorre na rua Doutor Deodato Wertheimer, na região central. O vereador Diego Martins (MDB) pediu que as pessoas não contribuam com o comércio irregular.