Os candidatos para o governo de São Paulo e para a presidência do Brasil recebem nessa reta final apoio de líderes de partidos e diretórios municipais. Algumas siglas se uniram em torno de um nome, enquanto outras deixaram os filiados livres para apoiarem os candidatos.
O líder do PR na Câmara de Mogi, o vereador Sadao Sakai, ressaltou que o partido está apoiando o candidato Márcio França (PSB) desde o primeiro turno. "O trabalho de militância dos partidos que estão envolvidos com o Márcio França é mais ativo que o do próprio PSDB. Mesmo as pesquisas indicando que estamos atrás, acreditamos em uma virada, assim como ocorreu no primeiro turno", disse.
O presidente do diretório municipal do PSDB, o vereador Claudio Miyake, contou que o grupo tucano reforçou o apoio na campanha de João Doria nessa semana. "Nossa expectativa é de que os eleitores do Paulo Skaf (MDB) votem no Doria, até por causa do perfil que se encaixa", acrescentou.
O líder do PV na câmara e coordenador municipal da campanha de França, Caio Cunha, avaliou que a disputa pelo governo do Estado será muito apertada. "Ao contrário da eleição de presidente, que se vê uma larga diferença, em São Paulo tudo pode acontecer", reforçou.
O presidente do diretório municipal do MDB, Mauro Araújo, analisou que essa campanha foi marcada por ataques. O grupo apoiará França. "A expectativa é de que o Brasil, passando esse período eleitoral, crie uma agenda positiva para discutir o país, com as mudanças e reformas necessárias, como a tributária, política e da previdência", afirmou.
O líder do PSD no Legislativo, Antonio Lino da Silva, informou que o partido deixou os membros livres para apoiarem os candidatos no segundo turno. "Tenho um acordo com o deputado Marcos Damasio (PR) para apoiar o Márcio França, pois existe um compromisso para criar a Maternidade Municipal. Neste mesmo processo, temos um trabalho fechado com o governador na questão do Taboão, que recebeu R$ 8 milhões para recapeamento. Espero que tiremos uma lição dessa campanha que foi totalmente diferente por causa das mídias sociais", esclareceu.
O coordenador regional do PT, o vereador Rodrigo Valverde, acredita na virada de Fernando Haddad. "Acredito que o resultado em Mogi será de 60% a 40% para o PT, mas cremos que em outras regiões tiraremos a diferença. Nos últimos dias a rejeição do (Jair) Bolsonaro está aumentando muito", destacou.