Uma audiência pública que ocorreu na manhã de ontem na câmara para discutir a alteração da lei de zoneamento -que regula o parcelamento do solo e dispõe sobre os imóveis e edificações em geral- não agradou engenheiros e arquitetos. A mudança se refere a instalação de novos postos de combustíveis,  que ao invés de estarem a cem metros de distância de asilos, escolas e quartéis, por exemplo, poderiam estar em um raio mínimo de 50 metros.
A Comissão Permanente de Política Urbana e Meio Ambiente da câmara, tendo como presidente Edirlei Junio Reis (PSD), o professor Edirlei, como relator Rogério Gomes do Nascimento (PRP), o Rogério da Van, e Isaac Lino Monteiro (PSC), como membro, solicitou a audiência pública, entretanto, a propositura é da mesa diretiva. Com isso, engenheiros e arquitetos da foram convidados e deram pareceres sobre a proposta. "Suzano não é carente de postos de combustível. Se fosse algo necessário, iriamos concordar, mas não há nenhum benefício. Sou contrário a isso e acho que os vereadores que aprovarem essa mudança terão responsabilidade caso venha acontecer alguma coisa por estar próximo de algum lugar", ressaltou o engenheiro civil e vice-presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Suzano (Aeaas), Gersio Ignácio.
A opinião também foi compartilhada pela engenheira civil Jane Gama. Para ela é necessário haver um debate mais amplo, com a participação da população. Ela ainda apontou que a proposta seja inserida na Lei de Uso do Solo, que também está em discussão. "É preciso um debate mais amplo, não restrito à associação de engenheiros, Ordem dos Advogados (OAB). A comunidade também precisa participar, principalmente aqueles que têm problema com postos. Se tiver uma escola ao lado é preciso frisar a segurança, olhar o bem estar da população", disse. O descontentamento com a proposta foi levantado desde o início da reunião pelo presidente da Aeaas, Roberto Saito. "Quantos vereadores têm aqui hoje (ontem)? Espero que repliquem nossa fala a eles, que leiam a ata para saber nosso posicionamento", declarou. Ao todo, além do relator da comissão, estavam presentes os vereadores Leandro Alves de Faria (PR), Lisandro Frederico (PSD), José Izaquel Rangel (PSDB) e Joaquim Antonio da Rosa Neto (PR).
Discussão seguirá
A justificativa da mesa diretiva é que os projetos de construção ou relocação desses empreendimentos deverão seguir normas técnicas expedidas por órgãos como a Agência Nacional do Petróleo (ANP), Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais e de segurança pública. "Tal alteração permitirá que a cidade receba novos estabelecimentos comerciais, gerando assim impactos positivos para a economia e criar novos empregos". A proposta continuará
em discussão.