A produção de caqui da Associação Isabelense de Produtores Rurais (Aipro) cresceu 488% em três anos. Segundo dados da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do governo do Estado, em 2014 a entidade produzia 17 mil toneladas, e no ano passado, este número chegou a cem mil.
O crescimento da produção se deu após a inclusão da Aipro no Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável Microbacias II - Acesso ao Mercado em 2012, envolvendo as cadeias produtivas de olericultura (legumes), fruticultura, mel e grãos. Segundo o produtor Flávio Henrique Alves Barbosa, que era presidente da entidade na época, no primeiro projeto eles foram contemplados com um caminhão e caixas de verduras e frutas, o que os tornou independentes na entrega e coleta de produtos.
Em um outro chamamento, a Aipro conseguiu a construção de um galpão. "Funciona como uma base para a gente. Na sede, recebemos os produtos dos associados, guardamos o caminhão e vendemos hortifrutis para o varejo. No mês passado, conseguimos uma climatizadora para bananas e uma câmara fria", explica Barbosa, que hoje é tesoureiro da entidade, e preside a Cooperativa de Produtores Familiares de Santa Isabel (Cooiapro), criada há dois anos para facilitar a comercialização. Além de caqui, são produzidos ponkan, goiaba, atemoia, verduras e mel.
Atualmente são 30 associados e 21 produtores na cooperativa, que tem como foco as vendas institucionais. De acordo com Barbosa, atualmente é possível atender demandas de até 200 quilômetros. Um dos desafios para ampliar atingir novos mercados, segundo ele, é a concorrência, já que algumas compras públicas priorizam, por exemplo, assentados.
Balanço
No total, segundo o Cati, foram investidos R$ 245.094 para as construções, aquisição de máquinas, caixas plásticas, balança, móveis, caminhão, desenvolvimento de logomarca e materiais de divulgação, entre outras ações. O projeto propiciou a recuperação de 11 quilômetros de estradas rurais entre Santa Isabel, Igaratá e Arujá, o que demandou R$ 382.248,38, sendo a maior em recursos do Estado e R$ 38.224,84 como contrapartida da prefeitura isabelense. A Aipro funciona na rua José Jerônimo da Silva, 822, no centro.