O nível de inadimplência aumentou 3,4% no mês de agosto na média das cidades de Suzano, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba, se comparado com o mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento realizado pelo Serasa Experian. O número de devedores nos municípios ultrapassa um terço da população.
Suzano é a cidade que registrou o maior aumento na inadimplência: 4,68%. Em 2017, o município contava com 102,4 mil pessoas com dívidas, atualmente ele soma 107,2 mil cidadãos nesta situação, o que representa 36,3% dos 294.638 moradores da cidade.
Em Mogi das Cruzes, o crescimento apontado é de 3,07%. Em agosto do ano passado, a cidade indicava 133,3 mil inadimplentes, enquanto que hoje conta com 137,4 mil clientes endividados - cerca de 31,1% da população estimada de 440.769, segundo as estatísticas mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Já em Itaquaquecetuba, o índice de pessoas com o nome negativado subiu em 2,47%. Em 2017, o município contabilizava 121,2 mil consumidores em atraso com seus compromissos de pagamento e, hoje, tem 124,2 mil, correspondente a 33,8% da população de 366.519 apontada pelo IBGE.
O professor de Administração e Contabilidade da Faculdade Piaget, José Marcos Carvalho, avalia a situação como uma consequência da incerteza política em relação às eleições deste ano. "Como o futuro da economia depende dos resultados desta eleição, as pessoas e as empresas, por receio, deixam de comprar e investir, fator que trava o setor. A questão do desemprego e redução de renda também implica no descumprimento financeiro", analisou.
A previsão de Carvalho é de que a situação econômica continue difícil até o final do primeiro semestre de 2019, quando se espera que a população esteja mais bem adaptada em relação à nova gestão do governo que irá assumir o país. "Acredito que haverá uma breve recuperação da economia no Natal, com o pagamento do 13º salário. Entretanto, nos primeiros meses do próximo ano, a inadimplência aumentará novamente, por conta dos impostos e as despesas com a volta do período escolar", antecipou o professor.
A sugestão do docente para aqueles que estão nesta situação, ou que pretendem evitá-la, é a criação de uma planilha de contas mensais para controlar os gastos. "É necessário que a pessoa classifique suas contas. Ou seja, priorize as despesas básicas, como luz, gás e água, e, posteriormente, observe o que está gastando em excesso e no que pode reduzir no mês. A partir disso, é possível economizar entre 20% e 30% e, consequentemente, voltar a ter crédito no mercado", ensinou.
* Texto supervisionado pelo editor.