As memórias de Mogi das Cruzes ganharam um espaço para serem guardadas com a inauguração do Arquivo Histórico Municipal "Historiador Isaac Grinberg", que aconteceu na manhã de ontem, na rua Coronel Souza Franco, 917, centro. O prédio que abriga documentos como as primeiras partituras musicais do país, o desenho original do brasão das armas da cidade e uma planta do município, datada de 1901, foi construído aos fundos do Casarão Neoclásico, que abriga o Museu Virtual de Educação (Muve).
Uma das principais preocupações da administração municipal é a forma com o que os documentos serão conservados. A prefeitura discute ainda, com a Câmara, a possibilidade de digitalizar toda essa documentação. "Os espaços públicos precisam estar abertos à população. É importante resgatar isso para que todos entendam a história de Mogi das Cruzes", disse o prefeito Marcus Melo (PSDB).
O acervo conta com uma área de 66 metros quadrados, com sala com controle de temperatura e umidade, arquivos deslizantes e mesas de apoio. Como o local será voltado à pesquisas, há uma sala de atendimento com 47 metros quadrados, além de dois computadores com acesso à Internet. Há também uma sala voltada para a pessoas com deficiência.
As consultas ao acervo são gratuitas, mas é preciso agendar pelo telefone 4798-6987. "A conservação da memória e história é a identidade de um povo. Mogi tem sido um exemplo para todas as cidades do Alto Tietê", pontuou a presidente do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Comphap), Luci Bonini. (L.P.)