A busca por novas oportunidades depois dos 60 anos pode não significar necessariamente um novo negócio, mas sim uma guinada profissional. Tomaz Vicente da Costa, de 71 anos, se aposentou como protético e atualmente inicia uma carreira como corretor de imóveis. Nascido em Minas Gerais, desde os oito anos de idade mora em Mogi das Cruzes. 
Costa participa de um curso sobre Internet oferecido pelo escritório regional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Já atuando em plantões de venda de imóveis, ele fará o curso do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci).
Divorciado, ele conta com o apoio dos quatro filhos para realizar o seu novo projeto profissional: "Estou aposentado há um ano e não consigo ficar parado. A corretagem foi algo muito bom, sempre trabalhei com vendas, e mesmo como protético tinha que fazer um trabalho assim para fechar os orçamentos. Eu não sinto o peso da idade".
O gerente regional do Sebrae, Sérgio Gromik, destaca que não há um recorte específico nas atividades promovidas pela entidade, mas é perceptível esta nova demanda e começa-se a pensar em algo mais voltado para conhecer e atender de forma melhor este grupo.
Gromik cita ainda o exemplo de um médico que participou de uma oficina sobre como iniciar bem uma atividade profissional. "Todos se apresentaram e o médico, de 60 e poucos anos, falou que queria dar uma guinada na vida, buscar novos desafios, contato com novas pessoas. Não mais clinicar ou operar", conta o gerente regional. (K.B.)