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Cerca de 50 trabalhadores da unidade de Mogi das Cruzes da empresa General Motors (GM) terão o prazo de lay-off prorrogado por mais 30 dias, a contar desta sexta-feira. Esta é a segunda vez que o benefício destes funcionários é estendido, sendo esta uma medida para evitar novas demissões. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, que na manhã de ontem realizou assembleias de orientação da categoria também nas empresas Valtra, e Engesig.
Conforme já noticiado pelo Mogi News, em outubro do ano passado, 350 funcionários da empresa, o que na ocasião correspondia a quase metade do total de colaboradores da fábrica, foram afastados e permaneceram recebendo o seguro-desemprego.
O período de lay-off teve duração de cinco meses, chegando ao fim em 7 de março deste ano. Com o vencimento do prazo, 100 colaboradores tiveram o beneficio prorrogado até esta quinta-feira, mas apenas metade deve retomar as atividades conforme a previsão. "Apenas 50 irão retornar e o restante continuará de lay-off por pelo menos mais 30 dias, até que a empresa encontre outra alternativa", disse o diretor do Sindicato, Silvio Bernardo.
De acordo com o representante sindical, estes trabalhadores não serão lesados. "Eles continuarão recebendo a bolsa qualificação sem prejuízo algum. Nós temos um acordo que garante o recebimento de cinco parcelas de seguro-desemprego, caso eles venham a ser demitidos. Neste caso o único prejuízo seria a demissão, e é isso que temos trabalhado para tentar evitar", comentou.
Assembleias
Na manhã de ontem o Sindicato realizou assembleias nas empresas GM, Engesig e Valtra. A ação, que contou com a presença do presidente da entidade da classe, Miguel Torres, teve por objetivo a mobilização e a defesa dos empregos e dos direitos dos trabalhadores. "Diariamente temos ido à porta das fábricas para falar sobre a crise e principalmente orientar a categoria. Hoje (ontem) não foi diferente. Estivemos conversando com os funcionários para ver a situação e principalmente pedindo que não assinem o aviso prévio caso sejam demitidos, para que possamos então tentar reverter a situação", explicou.
Já sobre a situação na Valtra, Bernardo afirmou que neste momento não há novidades. "O pessoal da manufatura voltou de férias coletivas e tem um prazo de estabilidade de 30 dias. Estamos acompanhando de perto para ver os próximos passos", concluiu.
A reportagem tentou contato com a GM para repercutir o assunto, mas não obteve sucesso até o fechamento desta edição.
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