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Pouco mais de dez dias após o Dat publicar uma matéria informando que a obra já está desacreditada, o governo do Estado revogou a licitação para conclusão da avenida Governador Mário Covas Júnior, a Marginal do Una, em Suzano. O projeto, iniciado há 15 anos, foi garantido pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em 2014, mas não deve sair do papel tão cedo.
Os moradores do entorno e também os motoristas que circulam pela cidade achavam pouco provável que o Estado terminasse a obra e que o prefeito Paulo Tokuzumi (PSDB) tivesse força política para conseguir a abertura da via.
Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a licitação foi anulada para reajuste de valores e atualização de alguns dados, já que o edital foi feito em 2014. Uma nova concorrência deve aberta em breve. O motivo informado pelo órgão é o mesmo dado ontem para justificar a revogação do certame para a contratação das obras e serviços de duplicação e melhorias da rodovia Mogi-Dutra (SP-88), no trecho compreendido entre Arujá e Mogi das Cruzes.
A Marginal do Una, necessária para desafogar os congestionamentos, desviaria da região central o trânsito de veículos pesados que seguem para a rodovia Índio Tibiriçá (SP-31), sentido região do ABC e litoral sul.
Histórico
A primeira fase da obra da Marginal do Una foi iniciada no início dos anos 2000. A pista que segue sentido centro foi liberada, já a sentido bairro não foi terminada.
O ex-prefeito Marcelo Candido (PT) não conseguiu a retomada dos trabalhos entre 2005 e 2012. Assim que assumiu em 2013, Tokuzumi afirmou que conseguiria com o governo do Estado a conclusão da via.
No dia 17 de abril de 2014, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve em Suzano para lançar oficialmente a licitação da obra. Na ocasião, ele informou que, além da reconstrução da pista, também seria feita a canalização do rio Una. Desde então foi realizada a concorrência pública, mas os trabalhos nunca começaram.
Em visitas recentes, o tucano afirmou que o problema para retomada das obras era a falta de recursos, já que é preciso garantir toda a verba, estimada em R$ 76 milhões, para que os trabalhos não sejam paralisados durante sua execução.
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