Manifestantes na Dinamarca e na Groenlândia protestaram neste sábado (17) contra a exigência do presidente Donald Trump de que a ilha do Ártico seja cedida aos EUA e pediram que ela determine seu próprio futuro. Em Copenhague, manifestantes gritavam "A Groenlândia não está à venda" e seguravam slogans como "Não significa Não" e "Tire as mãos da Groenlândia" ao lado da bandeira vermelha e branca do território, enquanto marchavam em direção à embaixada dos EUA. Alguns usavam bonés de beisebol vermelhos que lembram os bonés Make America Great Again dos apoiadores de Trump, mas com o slogan Make America Go Away. Em Nuuk, capital da Groenlândia, centenas de manifestantes liderados pelo primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen carregavam bandeiras e faixas semelhantes enquanto se dirigiam ao consulado dos EUA. Eles passaram por um quarteirão recém-construído para onde Washington planeja transferir seu consulado - atualmente um prédio de madeira vermelha com quatro funcionários. Os organizadores estimaram que mais de 20.000 pessoas participaram do protesto em Copenhague - o que equivale a toda a população de Nuuk - embora a polícia não tenha fornecido um número oficial. Outros protestos foram realizados em toda a Dinamarca. Trump diz que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e aos grandes depósitos minerais, e não descartou o uso da força para tomá-la. Nações europeias enviaram esta semana pessoal militar para a ilha a pedido da Dinamarca. *É proibida a reprodução deste conteúdo. Relacionadas Alemanha, Suécia e Noruega enviarão tropas para a Groenlândia EUA querem Groenlândia para barrar China no Ártico, dizem analistas