Desde julho na fase amarela de flexibilização da economia após ficar mais de três meses com restrições ainda maiores por causa da pandemia de coronavírus, ou até mesmo sem poder abrir as portas, o comércio do Alto Tietê tem a expectativa de hoje, enfim, ser alçado à fase verde do Plano São Paulo. A decisão da permanência, ascensão ou regressão será anunciada mais tarde no Palácio dos Bandeirantes. Se promovida à fase verde, a região poderá ampliar o atendimento em estabelecimentos físicos, dos atuais 40% para 60%.
A nova classificação seria bem-vinda por proporcionar que os estabelecimentos pudessem atender mais pessoas, porque, na realidade, se parar para analisar, uma das poucas situações que ainda existem para tentar frear o contágio é esta restrição, além é claro, da suspensão das aulas presenciais.
No transporte público, ainda que exista a orientação para que os usuários sentem em bancos separados, há a possibilidade do contágio pela quantidade de pessoas que utilizam, tanto os ônibus quanto o sistema metroferroviário. A mesma situação ainda ocorre em outros locais, como igrejas, hospitais, bancos, entre outros.
A verificação da temperatura corporal em certos lugares ainda é uma grande aliada no combate a disseminação da Covid-19, muito embora existam confirmações de que o vírus possa ser passado para outra pessoa enquanto não se manifestar, por meio dos sintomas característicos, que são os mesmos associados à gripe.
Sendo assim, como não há como saber se a pessoa próxima está contaminada ou livre da doença, o melhor caminho é manter o uso das máscaras e do álcool em gel. Com o aumento de 60% no atendimentos dos estabelecimentos comerciais - se houver - mais pessoas poderão circular, entre eles, os que ainda negam a existência da doença ou a classificam como uma gripezinha. Mas, mesmo se a região permanecer na fase amarela, os cuidados devem ser mantidos para enviar o aumento do contágio e, consequentemente, das mortes, dois indicadores que parecem se mostrar cada vez mais estáveis no Alto Tietê.